Paralisação na CP agita campanha eleitoral
Governo acusa sindicatos de aproveitamento político. Oposição culpa negociações tardias.
O quarto dia da campanha eleitoral ficou esta quarta-feira marcado pela greve na CP, com a oposição a atirar culpas ao Governo.
No primeiro dos sete dias de paralisação, o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, acusou os sindicatos de marcarem a greve por motivos políticos, para coincidir com a campanha eleitoral. “Conseguiram parar o País por interesse político”, acusou o ministro que tutela a pasta da ferrovia. Salientou ainda que o Governo apresentou uma proposta aos sindicatos, mas não foi possível haver negociações e que o Executivo “não cede a pressões”, “indo ao limite” do que a lei permite a um Governo em gestão.
Já os partidos responsabilizaram o Governo pela paralisação. Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, afirmou que “todas as consequências negativas que [a greve] tem na vida das pessoas são da única responsabilidade do Governo” e o ministro, “em vez de perder tempo a fazer campanha eleitoral”, deveria “fazer hoje aquilo que não fez ontem, nem anteontem, nem noutro dia, nem neste ano todo, que é resolver os problemas de quem trabalha na CP”. Já o líder do Chega, André Ventura, disse que o Governo devia ter começado a negociar mais cedo. “Até é estranho que o Governo, noutros setores, optou até por fazer uma negociação mais atempada e aqui deixou simplesmente as coisas correrem”, criticou.
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