Parlamento aprova pesar pela morte de Maria Purificação Araújo, a "mãe do planeamento familiar"
Voto, apresentado pela comissão parlamentar de Saúde, recorda que a médica ginecologista e obstetra morreu no passado dia 22 de julho, aos 99 anos.
O Parlamento aprovou esta sexta-feira por unanimidade um voto de pesar pela morte de Maria Purificação Araújo, considerada a "mãe do planeamento familiar", enaltecendo o seu "enorme legado científico, médico, cívico e humanista".
O voto, apresentado pela comissão parlamentar de Saúde, recorda que a médica ginecologista e obstetra morreu no passado dia 22 de julho, aos 99 anos.
"Licenciada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, desenvolveu a sua carreira no Hospital de Santa Maria e na Maternidade Alfredo da Costa, e destacou-se pela defesa de uma medicina centrada na dignidade das mulheres e na humanização dos cuidados", lê-se no texto.
Nos anos 70, continua o voto aprovado esta sexta-feira, Maria Purificação Araújo destacou-se como "uma das pioneiras da introdução do planeamento familiar em Portugal", contribuindo para a criação das primeiras consultas de planeamento familiar e para a formação de profissionais de saúde.
"Mais tarde, enquanto responsável pelo Serviço de Saúde Materna da DGS, liderou a integração do planeamento familiar nos centros de saúde. Teve também um papel marcante na melhoria da saúde materna e infantil, na redução da mortalidade materna e perinatal, na defesa do parto humanizado, na generalização do acesso à contraceção e nas campanhas pela despenalização do aborto", realça o texto.
O voto de pesar apresentado pela comissão de Saúde recorda ainda que, durante a ditadura, a médica "prestou auxílio a mulheres perseguidas pelo regime e defendeu a liberdade de escolha e os direitos sexuais e reprodutivos".
"A Assembleia da República presta assim a sua homenagem à memória da Dra. Maria da Purificação Araújo, exprimindo reconhecimento pelo seu enorme legado científico, médico, cívico e humanista, que ficará para sempre inscrito na história do Serviço Nacional de Saúde e na conquista dos direitos das mulheres portuguesas", lê-se no texto.
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