Passos Coelho não dá dia de Carnaval

O primeiro-ministro anunciou ontem que não dá tolerância de ponto no Carnaval. "Julgo que ninguém perceberia em Portugal, numa altura em que nos estamos a propor acabar com feriados como o 5 de Outubro, o 1º de Dezembro ou até feriados religiosos, que o Governo pensasse sequer em dar tolerância de ponto, institucionalizando, a partir de agora, o Carnaval como feriado", disse Passos Coelho.

04 de fevereiro de 2012 às 01:00
Passos Coelho, feriado, Carnaval Foto: Tiago Petinga/Lusa
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O Carnaval não faz parte da lista oficial de feriados do País, mas existe uma tradição de se gozar a terça-feira. Passos Coelho quebra esse hábito, depois de ter decidido acabar com quatro feriados, reduzir o número máximo de férias para 22 dias e permitir às empresas descontar os dias de ponte nas férias. Passos salvaguardou, contudo, que "o facto de poder haver municípios que têm especiais tradições na comemoração do Carnaval quererem fazer eles próprios a tolerância de ponto a nível local é uma matéria que será decidida por cada município".

Ontem, em reacção a esta decisão, corso do Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz vai realizar-se apenas no domingo.

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Em 1993, o então primeiro--ministro, Cavaco Silva, decidiu, em nome da produtividade, que não se gozaria o Carnaval. O efeito foi perverso, com funcionários públicos a irem trabalhar mascarados e os deputados da Oposição a faltarem à sessão do Parlamento.

GOVERNO NEGA "BALBÚRDIA"

O primeiro-ministro assegurou ontem que "não há nenhuma balbúrdia nos serviços secretos". A resposta à letra foi para o coordenador do BE, Francisco Louçã, que quis ouvir do Chefe de Governo a frase de que não haverá mais abusos no sector, lembrando a lista de milhares de contactos do ex-director do SIED Silva Carvalho.

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Passos assumiu ainda que não pode dar "garantias absolutas" sobre eventuais abusos nas secretas, mas avisou que os inquéritos e a participação ao Ministério Público são o sinal de que quem abusar, ao abrigo da protecção das secretas, é punido. Quanto à reestruturação dos serviços, frisou que não recebeu qualquer proposta do conselho de fiscalização dos Serviços de Informações.

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