Paulo Raimundo acusa PS de cumplicidade com Governo e diz que não se pode "ficar em cima do muro"

No discurso de abertura no 22.º Congresso do PCP, em Almada, o secretário geral do partido criticou o OE2025, defendendo que "é mais uma peça" dos "interesses do grande capital" e inclui "novas tentativas de ataques aos direitos dos trabalhadores".

13 de dezembro de 2024 às 11:41
Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP Foto: José Sena Goulão/Lusa
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O secretário-geral do PCP criticou esta sexta-feira as "cumplicidades" do PS com a política do Governo e considerou que, no atual momento nacional, não se pode "ficar em cima do muro".

No discurso de abertura no 22.º Congresso do PCP, em Almada, Paulo Raimundo criticou o Orçamento do Estado para 2025, viabilizado com a abstenção do PS, defendendo que "é mais uma peça" dos "interesses do grande capital" e inclui "novas tentativas de ataques aos direitos dos trabalhadores".

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"Não surpreende que PSD e CDS, com Chega e Iniciativa Liberal (IL), assumam por inteiro os interesses dos que se acham donos disto tudo. Ainda que, sem surpresa, não se pode deixar de registar a opção do PS que, por maiores que sejam agora as suas proclamações, não conseguem disfarçar, nem muito menos apagar, as cumplicidades com as medidas aprovadas", afirmou.

O secretário-geral do PCP avisou que "a evolução do país nos tempos mais próximos dependerá do desfecho do confronto entre os que querem concluir o processo contrarrevolucionário e as forças que, ancoradas em Abril e na Constituição, lhes fazem frente e resistem".

"Um embate e um confronto que não se compadece nem admite que se fique em cima do muro. Que se fale de esquerda e se apoie a política de direita, que se fale nos direitos dos trabalhadores e se entregue de mão beijada benefícios para o grande capital, que se fale do superior interesse nacional, para a seguir se entregue mais uma empresa ao estrangeiro, mais uma parcela de soberania", afirmou, numa alusão ao PS.

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Os trabalhos começaram precisamente às 10h30, como estava agendado, com os delegados a entoarem "A Internacional", tendo posteriormente aprovado várias propostas de funcionamento do Congresso, como o seu regulamento, a sua presidência e os seus órgãos.

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