Paulo Raimundo condena ataque com objeto incendiário na Marcha pela Vida
No momento do incidente, participavam no protesto cerca de 500 pessoas, incluindo crianças e bebés.
O secretário-geral do PCP condenou esta sexta-feira o ataque com um engenho explosivo durante a Marcha pela Vida, no sábado, em Lisboa, assinalando que os comunistas estarão sempre contra ações que não contribuem para afirmar uma alternativa para o país.
"Não temos nenhuma dificuldade em condenar essas ações, que só alimentam ódios, só alimentam visões reacionárias que tanto espaço têm" no espaço público, afirmou Paulo Raimundo, questionado sobre o caso ocorrido no sábado, à margem da manifestação de estudantes do ensino superior, em Lisboa.
A Marcha pela Vida, realizada no sábado à tarde no centro de Lisboa, terminou após o arremesso de um objeto incendiário, do tipo 'cocktail molotov', contendo gasolina, na direção dos participantes.
No momento do incidente, participavam no protesto cerca de 500 pessoas, incluindo crianças e bebés. O engenho embateu junto de um grupo de manifestantes, mas não chegou a deflagrar no momento do impacto.
Ainda assim, a PSP relatou num comunicado divulgado no sábado, que este caso gerou "um clima de alarme e perturbação no local" e algumas pessoas foram atingidas pelo líquido inflamável.
Além do suspeito do ataque, estavam no local outras pessoas, que acabaram por fugir e que, segundo a PSP, estariam integradas "num grupo alegadamente de conotação anarquista, tendo mais tarde sido identificados três membros em outra artéria".
A Marcha pela Vida, realizada em Lisboa no quadro da Caminhada pela Vida, que teve lugar em 12 cidades do país contra a interrupção voluntária da gravidez, começou no Largo do Carmo e seguiu até ao Palácio de São Bento.
Este caso levou já o PSD a pedir uma audição parlamentar urgente do ministro da Administração Interna, Luís Neves, para "apurar os factos".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt