PCP apela à mobilização de todos os trabalhadores na greve geral de 03 de junho

Secretário-geral do PCP considerou que a greve geral se destina "a todos os trabalhadores".

01 de maio de 2026 às 19:22
Paulo Raimundo e João Ferreira Foto: Manuel de Almeida/Lusa
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O secretário-geral do PCP apelou esta sexta-feira à mobilização de todos os trabalhadores na greve geral de 03 de junho convocada pela CGTP, considerando que o pacote laboral "tem que ir ao chão" com mais "uma grande demonstração de força".

"Hoje, num momento muito importante, não só com estas grandes ações do 1.º de Maio pelo país inteiro, mas também com este anúncio da greve geral como mais uma grande demonstração de força dos trabalhadores. Ela estará agendada para dia 03 de junho, mas ela será construída a partir de hoje em todos os locais de trabalho e em empresas para mais uma grande rejeição", disse aos jornalistas Paulo Raimundo, depois de cumprimentar, na Avenida Almirante Reis, em Lisboa, os dirigentes da CGTP que participavam na manifestação do Dia do Trabalhador..

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"O pacote (laboral) tem que ir, de facto, ao chão. É isso que vai acontecer", sublinhou.

O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP) considerou que a greve geral se destina "a todos os trabalhadores" e recordou o "exemplo recente dessa força imensa dos trabalhadores que fez alterar a correlação de forças e fez o Governo patinar".

"O Governo pensava que isto ia ser uma passadeira vermelha. Pensava que a precariedade ia ser uma passadeira vermelha. A greve geral de 11 de dezembro travou isso. E agora vai ter que levar com esta greve outra vez", sublinhou.

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A CGTP anunciou esta sexta-feira a realização de uma greve geral para 03 de junho contra o pacote laboral.

Questionado se esta greve geral deveria ser em conjunto com a UGT, como aconteceu em dezembro, Paulo Raimundo respondeu que é "do interesse de todos os trabalhadores" aderirem a "essa grande demonstração de força, que vai ser necessária outra vez".

"Todos aqueles que estão justamente indignados contra este objetivo de precarizar ainda mais as vidas, de desregular ainda mais os horários de trabalho, de tornar ainda mais difícil a vida dos pais e das mães, de poder abrir o caminho para os despedimentos de justa causa, todos esses têm razões acrescidas para agirem", disse ainda.

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