PCP critica escolha de Portas para coordenar comemorações da fundação de Portugal

Partido considera que escolha está longe de ser consensual.

04 de julho de 2026 às 15:04
Partido Comunista Português (PCP) Foto: Direitos Reservados
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O PCP criticou, este sábado, a escolha do centrista Paulo Portas para coordenar a comissão para as comemorações dos 900 anos da fundação de Portugal, considerando que está longe de ser consensual.

Em comunicado, o PCP defende que a nomeação do antigo vice-primeiro-ministro e ex-líder do CDS-PP, Paulo Portas, para o cargo de comissário-geral "não é adequada".

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Os comunistas argumentam que as referências do primeiro-ministro, Luís Montenegro, a "uma personalidade 'consensual' e que reúne 'características do ponto de vista da sua intervenção cívica e política, como jornalista, como pensador, como jurista também, como político' chocam totalmente com a realidade evidente para o país".

"A evocação deste importante acontecimento no percurso para a constituição de Portugal não deve ser objecto, como esta nomeação indicia, de uma tentativa de aproveitamento por parte do Governo e dos partidos que constituem a AD [PSD e CDS-PP], de manipulação histórica e de cobertura para ocultar o posicionamento de quem executa uma política que põe em causa a soberania e independência nacionais", critica o partido.

Para o PCP, "a defesa e afirmação da soberania e independência nacionais, no quadro da cooperação e amizade com os outros povos e países, é uma questão de particular importância para o presente e o futuro de Portugal, que deve basear-se numa orientação coerente com esse objectivo e não com a sua delapidação".

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O Conselho de Ministros aprovou na sexta-feira a criação de uma comissão para as comemorações dos 900 anos da Fundação de Portugal.

Segundo o primeiro-ministro, Luís Montenegro, Portas terá como missão coordenar a comissão executiva, que acompanhará de forma permanente as comemorações.

Será ainda criada uma comissão de honra, presidida pelo Presidente da República e integrada pelos ex-chefes de Estado Ramalho Eanes, Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa.

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Em 24 de junho de 2028, completam-se os 900 anos da Batalha de S. Mamede, considerada o momento da fundação de Portugal.

As comemorações evocarão ainda a Batalha de Ourique (1139) e o Tratado de Zamora (1143).

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