PCP não se opõe a CPI sobre Luís Neves mas critica "novela" em torno do assunto

Secretário-geral criticou, no entanto, o que considerou ser "uma novela" sobre um assunto que, embora importante, "está longe de ser a principal preocupação" das pessoas.

17 de setembro de 2026 às 11:24
Paulo Raimundo Foto: Miguel A. Lopes/Lusa
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O secretário-geral do PCP afirmou esta quinta-feira que o partido não se opõe a um inquérito sobre Luís Neves, mas criticou o que classificou como uma novela que "está longe de ser a principal preocupação" dos portugueses.

"Nós nunca nos opusemos a que os assuntos sejam esclarecidos com os instrumentos todos que existem na Assembleia, inclusive a CPI", afirmou Paulo Raimundo em declarações aos jornalistas durante uma ação de contacto com a população, que decorreu esta manhã, em Lisboa, sobre o aumento de custo de vida.

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O secretário-geral criticou, no entanto, o que considerou ser "uma novela" sobre um assunto que, embora importante, "está longe de ser a principal preocupação" das pessoas.

"Nós andamos a ser todos os dias confrontados com declarações, declarações sobre as declarações, declarações sobre as declarações dos outros. Se o tempo que eu gasto com isso fosse gasto na resolução do problema das pessoas, nos salários, nas pensões, na saúde, na educação, no aumento brutal do custo de vida, o país estaria melhor", lamentou.

Raimundo afirmou ainda, sobre a decisão do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, de não admitir a proposta de comissão de inquérito do Chega, que foram usados critérios que o partido terá de "avaliar melhor".

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O líder comunista alertou ainda os partidos que "andam a prolongar esta novela", afirmando estar convencido de que este é um assunto que "mais cedo ou mais vai rebentar-lhes nas mãos".

"É a última preocupação do povo, desta gente que está aqui a passar agora. Essa é a última preocupação. Estão mais preocupados com os combustíveis, com a alimentação, com a habitação, com os salários que não chegam, com as pensões que são curtas, essa que é a grande preocupação desta gente", enfatizou.

O presidente da Assembleia da República rejeitou esta quarta-feira admitir a segunda versão do requerimento do Chega para a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito sobre a atuação do ministro Luís Neves enquanto diretor nacional da PJ.

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Perante esta decisão, o líder do Chega, André Ventura, pediu uma "conversa prévia" a Aguiar-Branco, remetendo para depois a decisão sobre se insiste na proposta de uma comissão de inquérito aos mandatos de Luís Neves na PJ. A reunião decorre hoje, estando previstas declarações de André Ventura sobre o encontro para as 12:00. 

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