Portas pede ajuda ao PS para o fim do programa de assistência
Paulo Portas satisfeito com o decurso dos trabalhos do XXV Congresso. (Atualizado às 16h36)
O presidente do CDS-PP e vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, pediu este domingo ao PS uma "pacificação em nome do interesse nacional" para que Portugal termine o programa de assistência económica e financeira em maio deste ano.
"Ajudem Portugal, não é o Governo, a terminar o programa. É uma pacificação que vos peço em nome do interesse nacional", pediu Paulo Portas aos socialistas, no encerramento do XXV Congresso do CDS-PP, em Oliveira do Bairro.
Dirigindo-se diretamente à delegação do PS ao Congresso, encabeçada por João Proença, Paulo Portas pediu ao PS que tenha "em atenção" que "terminar o resgate é mais importante que ser popular".
Passos diz ser "natural" avaliar possibilidade de coligação pré-eleitoral (16h36)
Pedro Passos Coelho disse que, dadas as circunstâncias invulgares, "é natural" que PSD e CDS-PP "possam analisar a possibilidade de concorrer em conjunto" às eleições legislativas, matéria que será analisada "a seu tempo".
No final, questionado pelos jornalistas sobre a eventual coligação pré-eleitoral para as próximas legislativas, Pedro Passos Coelho recordou que conversou previamente com Paulo Portas sobre esta matéria e combinaram os termos em que iam propor aos respetivos congressos este tema.
"É muito natural que se tratando de partidos diferentes, como aconteceu no passado, se possam apresentar a eleições separadamente. Mas também não vivemos circunstâncias vulgares e portanto é natural que, a seu tempo, os partidos possam analisar a possibilidade de concorrer em conjunto", disse.
De acordo com o primeiro-ministro isto não quer dizer que a decisão tenha sido já hoje tomada, sendo uma matéria que irá ser avaliada "a seu tempo".
"É uma matéria que nós veremos a seu tempo, não é agora. Ficou claramente descrito na moção de estratégia que o Dr. Paulo Portas apresentou que apesar de ser natural que os partidos, em circunstâncias normais, possam apresentar-se separadamente - como já aconteceu no passado - que outra coisa possa vir a acontecer nas próximas eleições se as circunstâncias no país assim o justificarem", tinha começado por dizer.
Coligação com PSD será a primeira a terminar mandato em 40 anos (15h15)
O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, afirmou este domingo que a coligação governativa com o PSD será a primeira a terminar o mandato em 40 anos de democracia, admitindo que possa não ser a última a consegui-lo.
"Dizem que nenhuma coligação terminou o seu mandato em quarenta anos de democracia. Algo me diz que seremos os primeiros a fazê-lo e a partir daí não seremos os últimos a fazê-lo", afirmou.
Discursando na sessão de encerramento do XXV Congresso do CDS-PP, o líder reeleito dirigiu as primeiras palavras ao presidente do PSD e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que preside à delegação social-democrata na reunião magna dos centristas.
Paulo Portas considerou que "a vantagem das coligações é a pluralidade" e, por isso, indicou, é que os países mais fortes da Europa são governados há décadas em coligação.
Sobre o estado da coligação governativa com o PSD, Portas afirmou: "Os nossos países não são iguais nem são sósias mas sabem estar juntos por um bem comum maior que se chama Portugal".
Ainda dirigindo-se ao primeiro-ministro, Paulo Portas destacou o significado do dia 17 de maio para o país, afirmando que Portugal "não merece o azar" de um segundo resgate e merece sair do programa de ajustamento "com dignidade".
"A Europa precisa de um caso bem-sucedido a sul" afirmou, considerando que em maio de 2014 o que se vai discutir "são as semelhanças e especificidades entre a Irlanda e Portugal".
"Estamos no radar dos países com solução", afirmou Paulo Portas, destacando que, no final do programa de assistência financeira, o país vai poder escolher os meios e as políticas para atingir os objetivos e recuperar a soberania.
Lista completa dos órgãos nacionais eleitos no XXV Congresso
Lista completa dos órgãos nacionais eleitos no XXV Congresso do CDS-PP, a decorrer em Oliveira do Bairro (Aveiro):
COMISSÃO EXECUTIVA:
Presidente: Paulo Portas
Vice-presidentes: Artur Lima, Assunção Cristas, Nuno Magalhães, Nuno Melo, Teresa Caeiro, Diogo Feio, João Almeida, Luís Pedro Mota Soares
Secretário-geral: António Carlos Monteiro
Porta-voz: Filipe Lobo d´Ávila
Coordenador autárquico: Domingos Doutel
Vogais: Adolfo Mesquita Nunes, Álvaro Castello Branco, Cecília Meireles, Hélder Amaral, Paulo Núncio
COMISSÃO POLÍTICA NACIONAL (além dos membros da Comissão Executiva):
Afonso Arnaldo, Alberto Coelho, Altino Bessa, Ana Rita Bessa, Daniel Campelo, Eduardo Nogueira Pinto, Fernando Sollari Allegro, Francisco Mendes Silva, Francisco Paulino, Henrique Monteiro, Isabel Galriça Neto, João Casanova Almeida, João Munoz, João Oliveira Martins, João Paulo Castanheira, João Moreira Pinto, João Pedro Gonçalves Pereira, João Ribeiro da Fonseca, João Serpa Oliva, Jorge Pinho, Jorge Quintas Serrano, José Pedro Caçorino, José Vasco Matafome,Luís Marinho, Luís Providência, Manuel Castelo Branco, Manuel Fialho Isaac, Maria Celeste Cardona, Maria da Graça Silveira, Maria Isabel Torres, Miguel Capão Filipe, Miguel Morais Leitão, Miguel Moreira da Silva, Pedro Brandão Rodrigues, Pedro Morais Soares, Pedro Moutinho, Pedro Sampaio Nunes, Raul Almeida, Rui Barreira, Teresa Anjinho, Tiago Abreu, Tiago Marques Leite
MESA DO CONGRESSO:
Presidente: Luís Queiró
Vice-presidentes: Victor Mendes, António Loureiro, Henrique Campos e Cunha
Secretários: Lino Abreu, Teresa Noronha, Conceição Pinho, Ricardo Mendes, Filipe Teixeira
CONSELHO NACIONAL DE FISCALIZAÇÃO:
Presidente: Tiago Pessoa
Vice-presidente: João Pedro Gomes
Vogais: Francisco Aguiar, Manuel Marques, Pedro Ramalheira Azevedo, João Tiago Castelo Branco, Francisco Piteira
CONSELHO NACIONAL DE JURISDIÇÃO:
Presidente: José Lino Ramos
Vice-presidente: Luís Centeno Fragoso
Vogais: Ana Catarina Araújo, Lília Águas, André Cortez, Pedro Vidal, João Monge de Gouveia
MESA DO CONSELHO NACIONAL:
Presidente: Telmo Correia
Vice-presidentes: Abel Baptista, José Pinheiro, Fernando Barbosa
Secretários: Maria do Céu Marques, António Ribeiro, Silvino Rodrigues, Rosa Guerra, Sofia Atayde
CONSELHO NACIONAL:
António Pires de Lima, Maria Orísia Roque, Vânia Dias da Silva, Teófilo Cunha, Luís Silveira, Leonardo Mathias, José Manuel Cardoso, Manuel Cardoso, João Viegas, Nuno Fernandes Thomaz, Manuel Maio, Frederico Almeida, Miguel Paiva, Gonçalo Barata, Sidónio Santos, João Toscano, Filipe Valente, Carla Carvalho, Joana Novo, Nuno Marques, António Borga, Maria Helena Mendes, Mariana Ribeiro Ferreira, Joaquim Azevedo Silva, António Augusto Barbosa, Madalena Figueiredo, António das Neves Bento, Joana Figueira, António José Batista, Ana Isabel Batista, Paulo Silva e Silva, Berta Viana, Carla Carvalho, Filomena Pinela, Miguel Xara Brasil, Cristiano Coelho, Carlos Neves, Bráulio Ferreira, Isabel Coelho, José Eduardo Azevedo, José Pedro Amaral, António Pedro Maco, José Pedro dos Reis, Carolina Silva Faria, Margarida Penedo, Abílio Batista, Luís Afonso, Luís Ferreira, Jorge Pato, Paulo Duarte, Luís Querido, Nuno Ribeiro, António Velez, Alexandra Nicolau, Sandra Grilo, Manuel Lemos, Aires Patrício, André Noronha, Luís Lagos, Martim Borges de Freitas, Fernando Gião, Filipe Anacoreta Correia, Pedro Pestana Bastos, Miguel Alvim, Filipe Matias Santos, Gonçalo Moita, José Gagliardini, Carlos Graça, Nuno Lobo, John Antunes
COMISSÃO DE ORGANIZAÇÃO:
Presidente: Paulo Portas
Secretário-geral: António Carlos Monteiro
Coordenador autárquico: Domingos Doutel
Açores: Artur Lima
Madeira: José Manuel Rodrigues
Aveiro: António Loureiro
Beja: Luís Pedro Dargent
Braga: Altino Bessa
Bragança: Nuno Pinto de Sousa
Castelo Branco: Rui Oliveira Guerra
Coimbra: Paulo Almeida
Évora: Luís Assis
Guarda: José António Carvalho
Leiria: Manuel Isaac
Lisboa: Telmo Correia
Portalegre: António José Baptista
Porto: Álvaro Castello-Branco
Santarém: José Matafome
Setúbal: Nuno Magalhães
Viana do Castelo: Abel Baptista
Vila Teal: Patrique Alves
Viseu: Hélder Amaral
Passos aplaudido à entrada do congresso do CDS-PP (14h08)
O primeiro-ministro e presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, foi recebido este domingo com aplausos quando entrou para a sala onde vai decorrer a sessão de encerramento do XXV Congresso do CDS-PP, à qual vai assistir.
Passos Coelho chegou a Oliveira do Bairro cerca das 13h00 e, devido ao atraso da sessão, aguardou cerca de meia hora até entrar na sala, acompanhado pelo coordenador da comissão política do PSD, Marco António Costa, e pelo vice-presidente do CDS-PP Nuno Melo.
O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, entrou minutos depois, ao som da banda britânica "The XX" e da mesma música 'estreada' no Congresso de Viseu.
À entrada do líder democrata-cristão os delegados e observadores que enchem a sala aplaudiram de pé e gritaram "Portas, Portas".
Todas as delegações convidadas foram aplaudidas, incluindo a do PS, presidida pelo membro do secretariado nacional do PS João Proença, e as delegações da UGT, representada pelo secretário-geral, Carlos Silva, e da CGTP. A sessão de encerramento começou com mais de uma hora de atraso em relação ao previsto.
Paulo Portas: "82% é uma larga partilha de ideias e de esforços" (13h02)
O líder do CDS-PP considerou este domingo que os 82% dos votos na sua moção de estratégia global representam "uma larga partilha de ideias e esforços", apelidando de "plural" a decisão de Nobre Guedes encabeçar uma lista alternativa à mesa do Conselho Nacional.
Paulo Portas falava aos jornalistas no início do último dia da reunião magna do CDS-PP, depois de ter votado para os órgãos nacionais do partido, considerando que "foi um bom congresso" e que "o CDS é um partido plural e ainda bem".
"Eu acho que a participação foi muito boa, a votação foi secreta em tempos de restrição - e aliás comparando com outros congressos - 82% é uma larga partilha de ideias e de esforços. Estou muito contente", disse sobre os resultados da moção de estratégia global.
Interrogado pelos jornalistas sobre a decisão de Nobre Guedes não integrar o Conselho Nacional pelas listas da direção - repto lançado na noite de sábado por Paulo Portas - e candidatar-se a presidente daquele órgão pela lista de Anacoreta Correia, o líder do partido disse que "é uma decisão" do seu antigo vice-presidente e que não pode "falar por outros", considerando que "é plural".
"É um partido que tem um comando firme, uma estratégia nítida e um objetivo claro. Os portugueses sabem que contam connosco para que 2014 seja o primeiro ano depois de anos dolorosos de Portugal depois da troika e o primeiro ano depois de tempos de recessão de economia com crescimento", enfatizou.
O XXV Congresso do CDS-PP termina hoje, com a eleição dos novos órgãos e o discurso de encerramento do presidente reeleito, Paulo Portas, a que assistirá o presidente do PSD e primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.
Eduardo Nogueira Pinto, Altino Bessa e Sampaio Nunes com Portas
A lista à Comissão Política Nacional apresentada este domingo por Paulo Portas integra 14 novos membros, entre os quais Ana Rita Bessa, Eduardo Nogueira Pinto, Altino Bessa, José Vasco Matafome e Pedro Sampaio Nunes.
Pedro Sampaio Nunes foi secretário de Estado do Governo de Pedro Santana Lopes e antigo vice-presidente da direção centrista de Ribeiro e Castro.
Três listas ao Conselho Nacional, uma com elementos próximos de Ribeiro e Castro
Três listas concorrem ao Conselho Nacional do CDS-PP, o parlamento do partido, uma da direção, outra do movimento Alternativa e Responsabilidade (AR) e uma terceira que inclui elementos próximos do anterior presidente do partido José Ribeiro e Castro.
Esta terceira lista, que não concorre à presidência da mesa do Conselho Nacional, inclui nomes como o do anterior vogal da comissão política Luís Lagos, do ex-secretário-geral Martim Borges de Freitas e do histórico do partido Fernando Gião.
Tal como já era conhecido, a lista da direção ao Conselho Nacional tem como número um António Pires de Lima e como candidato a presidente da mesa deste órgão Telmo Correia.
Mota Soares, João Almeida e Diogo Feio são os novos 'vices' de Portas
A lista de Paulo Portas aos órgãos nacionais do CDS-PP inclui Mota Soares, João Almeida e Diogo Feio como vice-presidentes e a entrada de Cecília Meireles e Hélder Amaral para a comissão executiva, disse à Lusa fonte centrista.
Filipe Lobo D'Ávila substitui João Almeida como porta-voz do partido, disse a mesma fonte.
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