PR abre portas nos EUA
"Não visito as comunidades portuguesas só para dar mais uns abraços”, acentuou Cavaco Silva no balanço da visita de quatro dias aos Estados Unidos, em que apostou no desafio ao aproveitar das novas oportunidades que oferece a determinação de Portugal se desenvolver.
Sem se esquecer “da gente que não se resigna”, o Presidente da República fechou com um almoço em Newark, com cerca de 250 convivas, no alto de um 22.º andar com vista para Nova Iorque, a apresentação de um Portugal convicto nos bons resultados de quem segue o rumo da modernidade com a procura de mais conhecimento. E teve especial atenção a quem tem peso político e nas relações comerciais e culturais.
As dificuldades do português nos EUA são, porém, ainda muito comezinhas. Simplesmente, como referiu o Presidente da República as coisas “não têm corrido bem” na consultoria e coordenação do ensino em escolas públicas no Massachusetts. “É preciso fazer mais e melhor”, afirmou com um toque de chamada de atenção ao secretário de Estado das Comunidades, António Braga que o acompanhou com algum retraimento.
O assunto será tratado pelo presidente mais tarde no âmbito da sua cooperação com o Governo. Nos Estados Unidos, a prioridade foi, como definiu Cavaco, incrementar as relações comerciais, culturais e políticas entre os dois países. Dentro de duas semanas estará em Portugal uma delegação de deputados estaduais do Massachusetts.
JOVEM QUER TRABALHAR EM PORTUGAL
Os resultados da promoção presidencial nos EUA são para ver no futuro, embora haja quem se sinta já sensibilizado. Melissa Costa, de 24 anos, uma dos 20 alunos de mestrado em Língua e Cultura Portuguesas na Universidade de Massachusetts Dartmouth, um estabelecimento de ensino superior público onde foi aprovado no dia 14 deste mês a criação de um novo curso de doutoramento (Ph.D.) em português, disse ao CM que gostaria de ir trabalhar para Portugal.
Filha de emigrantes açorianos da ilha Terceira, mas já nascida nos EUA, ela estudou no ano passado durante um semestre na Universidade de Lisboa. Voltou a casa em Taunton, próximo de New Bedford, centro de uma das maiores comunidades portuguesas dos ‘states’, com uma vintena de CD com música de Rui Veloso, Luís Represas e Mafalda Veiga que guarda com interesse ao lado de livros de António Lobo Antunes, José Saramago e Lídia Jorge, para além do brasileiro Paulo Coelho.
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