Presidente da Câmara Municipal da Amadora constituído arguido na "Operação Imergente"

Em causa está um ajuste direto em benefício de Duarte Moral, contratado para escrever um discurso para a cerimónia do 25 de Abril na câmara.

14 de junho de 2026 às 00:52
Vítor Ferreira, presidente da Câmara Municipal da Amadora Foto: Direitos reservados
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O presidente da Câmara Municipal da Amadora, Vítor Ferreira, é o 8.º arguido do PS na "Operação Imergente". A informação foi avançada este sábado pelo Observador, que diz que em causa estão suspeitas do crime de prevaricação. Mais concretamente, Vítor Ferreira é suspeito de não ter respeitado as regras da contratação pública ao recorrer a um ajuste direto de 2.200 euros (mais IVA) quando contratou Duarte Moral - assessor de José Luís Carneiro e um dos detidos na operação - para escrever um discurso para a cerimónia das comemorações do 52.º aniversário do 25 de Abril, na Amadora.

As comemorações que decorreram na Amadora contaram com a presença do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro e também dos dois filhos de Mário Soares, Isabel e João. 

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A chefe de gabinete de Vítor Ferreira também foi constituído arguido, indica o Observador.

As medidas de coação aplicadas a Duarte Moral não incluem a proibição de contactar com Vítor Ferreira ou com a sua chefe de gabinete, no entanto, Moral está proibido de entrar nas instalações de quaisquer órgãos da autarquia.

Recorde-se que a "Operação Imergente" fez um total de cinco detidos: Duarte Moral, Rute Reimão (mulher de Duarte Moral), o sócio Rui Pedro Nascimento, Emilio Vázquer Blanco e ainda Filipa Laborinho, antiga vereadora na Câmara de Oeiras, detida por posse ilegal de arma ( que foi libertada horas depois).

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O CM sabe que a investigação terá detetado uma rede de promiscuidade entre empresas de comunicação e autarquias lideradas pelo PS, como a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, em Lisboa, liderada nos últimos anos por Miguel Coelho, um dos alvos da investigação, que pediu a suspensão do mandato como deputado municipal. 

A Polícia Judiciária realizou buscas em várias juntas de freguesia socialistas e também na própria sede do PS. 

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