Presidente da República confirma preparação de apoio português para chegar o mais rápido possível
António José Seguro afirmou que está tudo a ser preparado e no mais curto espaço de tempo para que, de facto, o apoio possa chegar à Venezuela rapidamente".
O Presidente da República, António José Seguro, disse ter recebido do Governo a informação de que o apoio à Venezuela está a ser preparado para chegar ao país o mais rapidamente possível.
"A informação que eu recebi do Governo, que é o Governo que tem essa responsabilidade, é que está tudo a ser preparado e no mais curto espaço de tempo para que, de facto, o apoio possa chegar à Venezuela rapidamente", indicou o chefe de Estado aos jornalistas, em Miami, onde assistirá ao jogo da seleção portuguesa de futebol no sábado.
O Presidente confirmou também a informação avançada esta quinta-feira pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), de que pelo menos seis portugueses e lusodescendentes morreram nos sismos de quarta-feira na Venezuela.
"É verdade. Acabei de receber essa informação por parte do senhor ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros. Lamentamos muito essa situação, estas mortes. Expresso as condolências às famílias que estão enlutadas e desejamos todos que os contactos que estão a ser estabelecidos com as pessoas que ainda não foi possível contactar nos tragam a todos boas notícias", afirmou.
Duas das vítimas são cidadãos portugueses, enquanto quatro são lusodescendentes, de acordo com fonte oficial do MNE.
"Esta é uma tragédia que comecei a acompanhar em Lisboa esta madrugada. De manhã falei com o secretário de Estado das Comunidades, que estava aqui em Miami, e, tanto quanto sei, já regressou a Portugal. O Governo já disponibilizou ajuda, mas aquilo que todos nós desejamos é que possamos rapidamente ter razões positivas para que de facto as famílias possam contactar com os portugueses e os lusodescendentes que ainda não estão contactáveis", acrescentou
O número de mortos no duplo sismo que atingiu a Venezuela na quarta-feira subiu para pelo menos 188, há mais de 1.500 feridos e estão pelo menos 147 pessoas desaparecidas, segundo um balanço oficial provisório.
O primeiro sismo de magnitude 7,2 ocorreu a cerca de 200 quilómetros de Caracas, seguido por um segundo de magnitude 7,5 e por cerca de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
As autoridades venezuelanas decretaram o estado de emergência.
Portugal e outros sete países da União Europeia vão enviar equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
O chefe de Estado reforçou que, neste momento, todos os apoios são necessários.
"O que é preciso rapidamente é acudir e sobretudo ver debaixo dos escombros se realmente nós continuamos a encontrar pessoas com vida e, por isso, toda a ajuda que for possível neste momento é uma ajuda relevantíssima, porque se trata de vidas humanas e é importante que nós tenhamos boas notícias, em particular as famílias para as quais expresso a minha solidariedade", frisou António José Seguro.
O Presidente não afastou a possibilidade de que o número de vítimas portuguesas e lusodescendentes possa aumentar, mas sublinhou que o desejo "de todos é que isso não aconteça".
"E, por isso, todos os esforços que possam ser feitos neste momento, rapidamente, são esforços bem-vindos. Todo o apoio, toda a ajuda que todos os Estados possam neste momento dar à Venezuela. O que nós desejamos é boas notícias e eu deixo esta palavra de solidariedade e de esperança às famílias portuguesas", concluiu, na cidade norte-americana de Miami, na Florida.
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