Primeira reunião de concertação social de Costa já começou
Confederações concordam que o SMN é baixo.
A primeira reunião de concertação social do Governo liderado por António Costa começou esta quinta-feira pouco depois das 15h00, com os parceiros sociais a reafirmarem à entrada as suas expectativas relativamente ao aumento do salário mínimo nacional (SMN).
As confederações sindicais e patronais concordaram que o SMN é baixo e precisa de ser aumentado, mas divergem nos valores, com a CGTP a reivindicar 600 euros e a CIP menos de 530 euros.
Para o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, "o salário mínimo deixou de ser um problema social e das empresas para passar a ser um problema económico, devido à quebra do consumo".
Viera Lopes disse aos jornalistas que a CCP não tenciona apresentar hoje qualquer proposta de aumento para o salário mínimo, limitando-se a esperar pela proposta do Governo, "devidamente fundamentada".
"Razoabilidade e bom senso"
O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva, reconheceu, por seu turno, que o salário mínimo "é baixo e tem de subir, mas com razoabilidade e bom senso, de acordo com as possibilidades das empresas".
António Saraiva referiu que os indicadores que a CIP tem, que têm em conta a produtividade e a inflação, apontam para um valor abaixo dos 530 euros propostos pelo Governo, mas escusou-se a avançar com qualquer montante, até porque considera que o assunto não vai ser fechado hoje e deverá ser marcada uma reunião específica para discutir o tema.
Do lado das centrais sindicais, o secretário-geral da UGT, Carlos Silva, manifestou expectativa de que o aumento do salário mínimo possa ser discutido na reunião de hoje, embora não deva ficar fechado, "evidentemente".
"Espero que hoje possamos reafirmar a nossa disponibilidade para o diálogo e que uma matéria como o salário mínimo possa já ser discutida", disse Carlos Silva.
O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, disse à entrada para a reunião que a Central está disponível para negociar, mas considerou que a proposta do Governo é "insuficiente e curtinha e tem de ser melhorada".
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