Primeiro-ministro afasta "riscos sistémicos" de crises financeiras na UE e sublinha autoridade moral de Portugal
Luís Montenegro sublinhou que o País tem "autoridade moral" para exigir o cumprimento das regras orçamentais.
O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, afastou esta sexta-feira "riscos sistémicos" de crises financeiras de outros Estados-membros da União Europeia, mas sublinhou que Portugal tem "autoridade moral" para exigir o cumprimento das regras orçamentais.
"Não vale a pena estarmos a apresentar esse drama. Não estamos em condições de dizer que há riscos sistémicos no comportamento financeiro de alguns Estados-Membros da União Europeia", afirmou esta sexta-feira o chefe do Governo no parlamento, durante o debate preparatório do Conselho Europeu, que se realiza nos próximos dias 15 e 16.
"Mas nós temos a autoridade moral para exigir da União Europeia que o comprometimento com as regras orçamentais, com as regras financeiras, deve ser assegurado, porque nós sofremos na pele aquilo que custou corrigir um desvio que estava a ter essa consequência há cerca de 15 anos", salientou.
Luís Montenegro respondia ao deputado Manuel Magno, do Chega, que considerou que a Europa está sob "duas espadas, a financeira e a energética", e questionou o primeiro-ministro sobre o impacto de crises em outros Estados-membros, nomeadamente em França.
"Não é apenas o exemplo francês, há outros. Há Estados-Membros com dívidas muito significativas e com défices também muito relevantes", comentou o primeiro-ministro.
Montenegro afirmou-se preocupado que "alguns agentes e partidos políticos defendam para Portugal algumas políticas que nesses países estão a ser executadas e que são a origem dos desequilíbrios orçamentais que estão agora a ser mencionados".
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