Provedora do "bloco central": Indicada pelo PS colaborou com governos do PSD

Nova provedora de Justiça tem um longo percurso académico, passou por dois Governos sociais-democratas e em 2022 foi nomeada pelo Executivo socialista para o conselho diretivo do INA.

06 de julho de 2026 às 01:30
Luísa Neto foi eleita provedora de Justiça com 159 votos favoráveis Foto: Vítor Mota/Medialivre
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À terceira tentativa, o Parlamento elegeu a nova provedora de Justiça, que agrada aos dois partidos do centro. Depois de os socialistas terem indicado numa primeira fase Tiago Antunes, que viu a sua eleição falhada, Luísa Neto foi a segunda aposta. Um nome apoiado pelo PSD, mas que também não recolheu os votos necessários numa primeira eleição. Com o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, a reiterar apoio à candidata, o líder do PS, José Luís Carneiro, insistiu no nome da presidente do conselho diretivo do Instituto Nacional de Administração (INA) e professora da Faculdade de Direito da Universidade do Porto. Em 218 deputados votantes, a jurista obteve 159 votos favoráveis, sendo assim eleita como provedora de Justiça.

Licenciada pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e doutorada pela Universidade do Porto, nunca deixou a vida académica, iniciando o seu percurso em 1995 como assistente e em 2024 ter chegado a professora catedrática.

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Professora catedrática sucede a Maria Lúcia Amaral na Provedoria de Justiça

Sem militância partidária, passou por dois Governos do PSD: primeiramente como assessora de Paulo Teixeira Pinto, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros no XII Governo Constitucional, e mais tarde como assessora de José Pedro Aguiar-Branco, enquanto ministro da Justiça, no XVI Governo Constitucional.

Passou ainda pelos Serviços Jurídicos do Banco de Portugal (1995-1996), exerceu como advogada e foi membro da direção da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (2009-2016).

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Em 2022 foi nomeada para presidente do INA pela então ministra da Modernização e da Administração Pública Alexandra Leitão (PS). Aos 55 anos, Luísa Neto prepara-se para suceder a Maria Lúcia Amaral na Provedoria de Justiça, que em junho do ano passado transitou para o Ministério da Administração Interna, sendo que também já deixou o cargo de ministra.

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