PS Açores quer aumento da receita da inflação para ajudar famílias e empresas

Francisco César defendeu ainda ajudas aos consumidores se "houver um aumento significativo dos custos".

14 de abril de 2026 às 19:29
Marina de Ponta Delgada Foto: Jorge Miguel Gonçalves/Sábado
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O líder do PS Açores, Francisco César, defendeu esta terça-feira que o acréscimo de receita que o Governo Regional vai beneficiar por via da subida da inflação deve ser canalizado para apoiar as famílias, empresas e setor produtivo.

Segundo Francisco César, é preciso "criar medidas que possam ajudar as famílias e empresas a enfrentar este aumento de custos" derivados da crise no Médio Oriente.

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Francisco César, que falava aos jornalistas na sequência de uma reunião com a Associação de Consumidores da Região dos Açores, em Ponta Delgada, notou que "a inflação está a subir, o que faz com o Governo dos Açores tenha mais receitas".

"Se a inflação a nível nacional se mantiver nos 2,7%, acreditamos que o Governo Regional irá ter um acréscimo de receita na ordem dos 25 milhões de euros", estimou, insistindo que esse dinheiro deve "ser devolvido aos consumidores".

Relativamente aos combustíveis, o líder regional do PS considerou ser "fundamental que a 01 de maio, quando for fixado o novo valor, que esse não repercuta na totalidade o aumento dos mercados internacionais", com "atenção especial ao gasóleo agrícola e das pescas".

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Pois, salientou, com os fertilizantes "a subir a preços nunca antes visto", a agricultura tem agora "encargos maiores".

Francisco César defendeu ainda ajudas aos consumidores se "houver um aumento significativo dos custos", tal como aconteceu com a guerra na Ucrânia, prometendo que se o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) "não tomar nenhuma medida", será o PS Açores, no parlamento açoriano, a avançar com medidas legislativas.

Os preços do petróleo têm disparado desde o início da ofensiva militar de grande escala lançada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão, em 28 de fevereiro, cenário que tem suscitado receios de um novo aumento da inflação e de um abrandamento da atividade económica mundial.

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O Irão respondeu à ofensiva israelo-americana com ataques contra os países da região e o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma via marítima fundamental por onde transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

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