PS acusa PSD de dizer uma coisa na oposição e fazer outra no Governo

Declarações acontecem depois de o ministro das Finanças anunciar que Bruxelas deverá autorizar a taxação adicional de lucros extraordinários.

14 de abril de 2026 às 13:49
José Luís Carneiro Foto: Direitos Reservados
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O líder parlamentar do PS acusou esta terça-feira o PSD de dizer uma coisa quando era oposição e fazer outra no Governo, depois de o ministro das Finanças anunciar que Bruxelas deverá autorizar a taxação adicional de lucros extraordinários.

Numa declaração na Assembleia da República, Eurico Brilhante Dias foi questionado sobre as declarações do ministro das Finanças em entrevista à Antena 1, em que defendeu a medida proposta pelo Governo de avançar com uma taxação adicional de lucros extraordinários que possam decorrer da crise no Médio Oriente, e indicou que Bruxelas deverá autorizar.

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O socialista considerou que "é o Governo de Luís Montenegro, em todo o seu esplendor, disse uma coisa na oposição, faz outra quando está no Governo".

"Não nos impressiona demasiado, porque, mais uma vez, é apenas a confirmação de um padrão. Aquilo que era demagógico quando estava na oposição, porque o país já tinha impostos suficientes, agora que está no Governo, age como o Governo do Partido Socialista agiu então, em função daquilo que eram os lucros excessivos que emergiam e que evidentemente deviam ter uma taxação diferente", afirmou Eurico Brilhante Dias.

O líder parlamentar do PS sustentou também que este "é um Governo que baseia a sua legitimidade numas eleições em que prometeu uma coisa e, neste caso, mais uma vez, faz o contrário daquilo que prometeu".

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Em entrevista à Antena 1, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, foi questionado sobre as críticas de Luís Montenegro quando esta medida foi aplicada em 2022, ao que respondeu que as circunstâncias económicas são diferentes.

"Em 2022 tínhamos um momento de muita inflação e tínhamos uma situação económica diferente", reiterou, considerando que agora se justifica avançar com este tipo de medida.

Portugal, em conjunto com outros países, pediu à Comissão Europeia que autorize que cada Estado-membro decida se fará uma taxação adicional de lucros extraordinários que possam decorrer desta crise, um mecanismo que considerou ser importante neste momento.

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O governante disse que ainda não tinha obtido resposta de Bruxelas, mas que a Comissão "já sinalizou que irá autorizar", apesar de ainda não o ter feito formalmente.

A Comissão Europeia está a analisar o pedido do ministro das Finanças português, Joaquim Miranda Sarmento, e dos seus homólogos da Alemanha, Espanha, Itália e Áustria para criação, ao nível da União Europeia, de um imposto sobre os lucros extraordinários das energéticas, semelhante às medidas para conter a crise energética de 2022.

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