PS aguarda esclarecimentos de Luís Neves na próxima semana
Para José Luís Carneiro, deve também ser respeitado o princípio da presunção da inocência e aguardar pelos esclarecimentos prometidos por Luís Neves.
O secretário-geral do PS disse este sábado que o ministro Luís Neves estará a "recolher elementos" que lhe "permitam provar" as suas decisões enquanto liderou a Polícia Judiciária (PJ) e que os esclarecimentos deverão ser dados na próxima semana.
"Ele prometeu esses esclarecimentos para a próxima semana, então temos de aguardar pelos esclarecimentos", afirmou este sábado José Luís Carneiro aos jornalistas em Aveiro, acrescentando: "Assim como não devemos optar pelo silêncio, o silêncio é inimigo da transparência, também não devemos optar pelo oposto, que é fazer julgamentos na praça pública".
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, tem reiterado que a seu tempo, prestará esclarecimentos sobre as obras numa sua casa e sobre o atrelado apreendido numa operação antidroga e encontrado na empresa do construtor que lhe fez os trabalhos na casa e obras para a PJ.
Para José Luís Carneiro, deve também ser respeitado o princípio da presunção da inocência e aguardar pelos esclarecimentos prometidos por Luís Neves.
"Sendo necessário reconstituir factos de há três, quatro, cinco, seis anos, qualquer um de nós teria dificuldades em explicar de imediato", disse o líder do PS.
"Se me pedissem a mim, tinha que pedir algum tempo para ir procurar e recolher esses elementos de há três, quatro, cinco, seis ou de há sete anos", completou.
Afirmando que são casos que exigem uma explicação fundamentada, José Luís Carneiro expôs a posição do PS: "Se ela não for fundamentada, e se ela não for compatível com a legalidade democrática, nem com a ética, no desempenho de funções políticas, nós tomaremos as decisões que devemos e que se impõe tomar", disse.
José Luís Carneiro falava aos jornalistas à margem da sessão de encerramento do Encontro Nacional das Mulheres Socialistas, dedicado à igualdade de direitos, reafirmando "as exigências do PS de transparência para quem exerce cargos públicos de elevada responsabilidade".
"Por isso espero, como os portugueses, pelas explicações que nos irão ser dadas. O partido rejeita a comissão parlamentar proposta pelo Chega", antes de serem prestados os esclarecimentos prometidos.
Sobre a situação no ensino superior, o líder socialista solicitou respostas ao Governo até ao início de setembro e defendeu o prolongamento do prazo de candidaturas ao ensino superior.
Abordando o tema do encontro, José Luís Carneiro reafirmou "o compromisso do partido com a igualdade salarial" e criticou "o impacto da precariedade na vida das mulheres".
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