PS defende que partidos não se devem "desviar com discussões de futuro"

Dirigente do Secretariado Nacional do PS falava aos jornalistas no final do 17.º Congresso do Livre, que decorreu em Sintra, distrito de Lisboa.

12 de julho de 2026 às 15:49
Partido Socialista Foto: Horacio Villalobos/Corbis via Getty Images
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A dirigente do PS Ana Mendes Godinho defendeu este domingo que os partidos não se devem "desviar com discussões de futuro", depois de o Livre apelar aos socialistas que tentem travar a revisão constitucional, ameaçando chumbar o Orçamento do Estado.

"Acho que não nos podemos desviar neste momento do presente e das respostas que as pessoas precisam neste momento. Não nos desviemos, nem nos deixemos desviar com discussões de futuro quando as respostas têm que ser neste momento presentes e diárias. E é isso que o PS neste momento está a fazer, uma presença permanente no terreno, com uma capacidade permanente de identificar os problemas reais e de construir uma agenda alternativa", afirmou.

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A dirigente do Secretariado Nacional do PS falava aos jornalistas no final do 17.º Congresso do Livre, que decorreu em Sintra, distrito de Lisboa.

Momentos antes, no discurso de encerramento da reunião magna, a porta-voz e líder parlamentar do Livre, Isabel Mendes Lopes, desafiou este domingo o PS a travar uma revisão constitucional à direita ameaçando chumbar o próximo Orçamento do Estado, de forma a pressionar os sociais-democratas.

"Não nos desfoquemos do que é essencial nem nos permitamos neste momento desligar das questões críticas que neste momento estão a viver", respondeu a socialista.

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Ana Mendes Godinho considerou que fazê-lo "é fingir que elas não acontecem e é deixar que o Governo passe de fininho num momento crítico em que tantas respostas é preciso dar ao país e que estão a falhar redondamente".

A vereadora do PS na Câmara Municipal de Sintra defendeu que o PS "tem a agenda credível, alternativa de resposta ao país".

Questionada sobre a ambição do Livre de chegar ao poder já no próximo ciclo eleitoral, a socialista voltou a dizer que "não é o momento para antecipar cenários" sob risco de "desviar a capacidade de resposta que as pessoas precisam dos problemas que têm".

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A dirigente do PS defendeu também a "mobilização das forças progressistas, humanistas" contra a "falta de sensibilidade" do Governo que "é transversal a várias áreas".

Pelo PCP, Jorge Pires defendeu que "o apelo tem de ser feito aos democratas de uma forma geral, aos trabalhadores de uma forma geral, porque o que vem aí, se eles concretizarem, é uma reversão muito substancial daquilo que são os princípios constitucionais da Constituição de abril de 1976", o que preocupa os comunistas.

Joana Mortágua, do BE, destacou que os dois partidos têm "imensos pontos de convergência", nomeadamente a "enorme crítica a uma direita que está em caminho de radicalização contra direitos, liberdades e garantias, obcecada com bandeiras, obcecada em retirar direitos aos mais frágeis, mas que não resolve os problemas de quem aqui vive".

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Sobre as palavras de Isabel Mendes Lopes de que o Livre é a "refundação da esquerda", a dirigente do BE considerou que a "esquerda tem um desafio histórico pela frente".

"Fazer um combate histórico a uma extrema-direita que ameaça a democracia, a um governo que ameaça os direitos mais básicos de quem vive o seu trabalho, que está a desmantelar o SNS, e eu acho que para isso nós temos e teremos a unidade necessária", afirmou.

Pelo Volt Portugal, Inês Braga Figueiredo manifestou a disponibilidade do seu partido para "trabalhar m conjunto" muitos "temas que foram apresentados" pelo Livre, entre os quais "questão da indústria de inovação na área das alterações climáticas".

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