PS insta Ministro da Educação a elucidar se há exames incompletos classificados

Eurico Brilhante Dias realça que todos os alunos que fizeram os exames nacionais do 11.º e do 12.º ano têm o direito a que a prova seja "corrigida de forma integral".

10 de julho de 2026 às 21:49
Eurico Brilhante Dias Foto: Filipe Amorim/Lusa
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O PS defendeu esta sexta-feira que o ministro da Educação deve esclarecer se há exames nacionais com classificações atribuídas a respostas incompletas, exigindo que reverta a decisão, se tomada, ou que desminta a informação avançada pelo movimento Missão Escola Pública.

Após o movimento defensor da escola pública e dos professores ter denunciado hoje que está a ser pedido a docentes classificadores que recebem respostas incompletas dos exames nacionais para as classificarem tal como estão, se as folhas em falta não chegarem até ao fim do processo de correção, o deputado Eurico Brilhante Dias apela ao ministro Fernando Alexandre que esclareça o caso.

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"Essa afirmação, como foi apresentada por esse movimento, é particularmente grave, porque significa que toda a confiança que temos no processo de correção dos exames está, neste momento, a ser colocada em causa. Aquilo que esperamos é que o senhor ministro da Educação, mesmo antes de ir ao parlamento, possa, de forma categórica, desmentir aquilo que está a ser dito ou corrigir, se assim for, esse procedimento", refere, em declarações à Lusa.

O parlamentar vincou que a decisão, caso tenha sido tomada, só "pode ser revertida", e que todos os exames nacionais têm de ser corrigidos de forma integral para "garantir equidade no processo de candidatura ao ensino superior".

"Como é que fazemos um processo para ser seguro, confiável, com equidade de acesso ao ensino superior e agora pomos como hipótese, que é isso que diz esse movimento, serem corrigidas meias perguntas ou respostas incompletas. Isso não faz sentido", salienta.

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Eurico Brilhante Dias realça que todos os alunos que fizeram os exames nacionais do 11.º e do 12.º ano têm o direito a que a prova seja "corrigida de forma integral" e apela ao ministro da Educação, Ciência e Inovação que intervenha rapidamente para "tranquilizar as famílias e particularmente os alunos que esperam as notas", num processo em que a "confiança já não abunda".

"Antes de qualquer debate na Assembleia da República, que deve ser naturalmente o quanto antes, o senhor ministro tem de garantir, nas próximas horas, às famílias e aos alunos que os testes estão a ser corrigidos de forma integral e que não estão a ser corrigidas meias respostas às perguntas", exige.

Outro movimento de professores, o MetaProf, adiantou hoje que a resolução de uma falha técnica na plataforma eletrónica utilizada para classificar os exames nacionais pode obrigar os professares a corrigir itens de resposta que já tinham sido classificados para se colmatar as situações de folhas de continuação em falta e assegurar a correção integral de todos os exames.

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O ministro da Educação revelou, na quinta-feira, que já estavam corrigidas mais de 75% das provas e mostrou-se confiante que as pautas serão afixadas dia 17.

O processo de avaliação dos cerca de 300 mil exames nacionais do 11.º e 12.º anos deparou-se com falhas que levaram a tutela a adiar as datas de divulgação dos resultados da 1.ª fase, assim como o calendário das provas da 2ª fase.

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