PS lamenta eleição falhada de Tiago Antunes para provedor de Justiça
Candidatura foi indicada pelo PS após acordo com o PSD. Teve 86 votos brancos e 36 nulos, quando teria de alcançar 154 votos a favor para atingir a maioria qualificada de dois terços.
O líder parlamentar do PS lamentou esta quinta-feira a eleição falhada de Tiago Antunes para provedor de Justiça, apesar de os socialistas terem cumprido, "de forma escrupulosa, o acordo interpartidário", garantindo um "período curto de reflexão" sobre os passos seguintes.
Em declarações aos jornalistas, no parlamento, Eurico Brilhante Dias reagiu ao resultado das eleições para os órgãos externos do parlamento, afirmando que o Grupo Parlamentar do PS mostrou ser "adulto e fortemente confiável" e respeitou o acordo interpartidário e lamentando que o antigo secretário de Estado socialista Tiago Antunes tenha ficado aquém dos dois terços dos votos necessários para ser eleito provedor de Justiça.
"O resultado foi insuficiente, apesar de o Grupo Parlamentar do Partido Socialista ter cumprido de forma escrupulosa o acordo interpartidário, não foi possível elegê-lo desta feita e, portanto, entraremos num processo, num período curto, naturalmente, de reflexão, em primeira instância, com o professor Tiago Antunes, para ver que passos seguintes tomaremos", sublinhou.
Brilhante Dias salientou que Tiago Antunes "já serviu a República e o país em muitas circunstâncias" e disse ser ainda "muito cedo para apresentar qualquer decisão definitiva" sobre o que fará o partido nesta matéria.
O socialista não adiantou se está a ser ponderada a hipótese de insistir com o mesmo nome e referiu ainda que vários deputados à esquerda do PS votaram na candidatura de Tiago Antunes: "Nesse propósito, tem esse conforto, mas é cedo para essa decisão, estamos em processo de avaliação e de reflexão".
O líder da bancada do PS considerou que a eleição da generalidade dos órgãos externos foi uma "boa notícia" e realçou que Carlos César, o primeiro nome indicado pelo PS, numa lista própria, ao Conselho de Estado, foi eleito à frente do líder do Chega, André Ventura.
"Um dos nossos objetivos políticos foi confirmado, a nossa lista teve 67 votos, teve mais votos que o grupo parlamentar de extrema-direita, o senhor deputado André Ventura entrou atrás do Presidente do Partido Socialista", disse.
O deputado concluiu a declaração afirmando que esta eleição demonstrou que "nem todas as lideranças parlamentares têm" a sua sorte.
O antigo secretário de Estado socialista Tiago Antunes falhou esta quinta-feira a eleição para o cargo de provedor de Justiça ao alcançar um resultado inferior a dois terços, tendo apenas 104 votos favoráveis num total de 230 deputados.
Na eleição, feita por voto secreto, Tiago Antunes, cuja candidatura foi indicada pelo PS após acordo com o PSD, teve 86 brancos e 36 nulos, quando teria de alcançar 154 votos a favor para atingir a maioria qualificada de dois terços.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt