PS quer chamar ao Parlamento secretário de Estado sobre nomeação de enfermeiro para estrutura de renováveis

Deputado Pedro Vaz afirmou que "a história continua mal explicada".

14 de fevereiro de 2026 às 12:17
Parlamento Foto: João Cortesão
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O PS quer ouvir no parlamento o secretário de Estado da Energia na sequência da nomeação de um enfermeiro para coordenar a estrutura de missão das energias renováveis e defendeu a demissão do presidente desde organismo.

Em declarações à agência Lusa, o deputado Pedro Vaz afirmou que "a história continua mal explicada" e, por isso, o grupo parlamentar do PS vai propor na segunda-feira a audição na Comissão Parlamentar de Ambiente e Energia do secretário de Estado Adjunto e da Energia, Jean Barroca, "que tem delegação de poderes no âmbito desta estrutura".

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Os socialistas querem questionar o governante "se teve conhecimento, se validou, se concordou" com a designação do enfermeiro Fábio Teixeira para coordenador da Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis (EMER).

Os socialistas querem chamar também ao parlamento o presidente da EMER, "porque é o principal responsável", para ambos "explicarem o que aconteceu".

"O presidente da EMER fez declarações públicas a dizer que a pessoa reunia os conhecimentos técnicos suficientes para o desempenho das funções, o que manifestamente não é correto", referiu o deputado.

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Pedro Vaz defendeu que "é muito importante esclarecer o que é que aqui passou e questionar ao presidente da EMER se sente que tem as condições para continuar perante esta desautorização do Governo" e também ao executivo se "mantém a confiança política" em Manuel Nina, que "está claramente desalinhado com aquilo que é a visão do Governo para a entidade".

Na opinião do PS, "dificilmente terá essas condições", indicou o deputado.

"Se o presidente da estrutura, designado pelo Governo, diz publicamente que Fábio Alves Teixeira tinha as competências para as funções, o Governo diz que claramente não tinha, há aqui um desalinhamento muito grande", sustentou.

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O coordenador do PS na Comissão de Ambiente e Energia considerou que a ministra Maria da Graça Carvalho "esteve bem" e "fez o correto" ao exigir a demissão de Fábio Teixeira, pelo que "não faz sentido" chamá-la também ao parlamento.

Pedro Vaz considerou que "é normal" que a ministra do Ambiente e Energia não tenha tido conhecimento da designação do enfermeiro Fábio Teixeira para coordenador da EMER.

"Estamos a falar de direções intermédias dentro de uma estrutura do Estado, não é normal que os ministros saibam de todas as designações ou nomeações de dirigentes dentro das estruturas, isso é algo que compete à estrutura. Agora, diferente é o secretário de Estado, até porque a ministra delegou nele todas as competências, todos os poderes relativamente à EMER", defendeu, considerando que "é preciso perceber" se Jean Barroca sabia.

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Fábio Teixeira demitiu-se do cargo menos de uma semana após a sua nomeação, tendo o pedido de exoneração sido aceite pelo presidente da EMER 2030, Manuel Nina.

A ministra do Ambiente e Energia indicou que não foi informada da designação do enfermeiro Fábio Teixeira para coordenador da EMER e tomou conhecimento da nomeação através da comunicação social.

Na quarta-feira, o presidente da estrutura tinha justificado a nomeação, sublinhando que cumpria os critérios legais e técnicos e destacando a experiência de Fábio Teixeira em gestão de projetos e procedimentos

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A nomeação gerou polémica pelo facto de o responsável não ter experiência profissional nas áreas de ambiente, sustentabilidade ou energias renováveis.

A EMER, criada em março de 2024, tem como missão agilizar os processos de concretização dos projetos de energias renováveis inscritos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e, segundo a ministra do Ambiente e Energia, será extinta no final deste ano, após concluir as tarefas previstas.

Questionado na quarta-feira pela Lusa, o Ministério do Ambiente e Energia tinha indicado que a gestão interna da estrutura, incluindo o reforço de equipas, é da responsabilidade exclusiva do presidente da EMER.

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