PSD, Chega e CDS-PP classificam ataque na Marcha pela Vida como "ato terrorista"

Marcha, realizada no sábado à tarde no centro de Lisboa, terminou após o arremesso de um objeto incendiário, do tipo 'cocktail molotov', contendo gasolina, na direção dos participantes.

26 de março de 2026 às 18:31
Marcha pela Vida em Lisboa Foto: António Pedro Santos/Lusa
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PSD, Chega e CDS-PP classificaram esta quinta-feira como um "ato terrorista" o ataque com um engenho explosivo durante a Marcha pela Vida, no sábado, em Lisboa, com os restantes partidos a condenarem igualmente o episódio.

O CDS-PP, pelo líder parlamentar Paulo Núncio, e o Chega, pelo deputado Bernardo Pessanha, escolheram esta quinta-feira este tema para as suas declarações políticas no plenário da Assembleia da República.

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A Marcha pela Vida, realizada no sábado à tarde no centro de Lisboa, terminou após o arremesso de um objeto incendiário, do tipo 'cocktail molotov', contendo gasolina, na direção dos participantes.

Nesse momento, participavam no protesto cerca de 500 pessoas, incluindo crianças e bebés. O engenho embateu junto de um grupo de manifestantes, mas não chegou a deflagrar no momento do impacto.

"Este foi um ataque criminoso contra pessoas pacíficas que simplesmente celebravam, cantavam e defendiam a causa da vida. Porque é que este ataque cobarde não provocou um sobressalto cívico no meio político e mediático? Será porque este extremismo violento vem, alegadamente, da extrema-esquerda?", questionou Paulo Núncio, considerando que o tratamento mediático teria sido diferente se tivesse sido contra "uma marcha feminista, uma marcha pelo clima ou uma marcha trans, acompanhada por deputados da esquerda e da extrema esquerda".

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Pelo Chega, Bernardo Pessanha disse ter estado nesta marcha com a sua família e não hesitou em classificar o ato como "terrorista e de violência política".

"Quando se normaliza a demonização do adversário, o passo seguinte é sempre a legitimação da agressão. Primeiro o insulto, depois o ataque e por fim a tentativa de desculpabilização. (...) Este caso não pode ser relativizado", apelou.

Na ótica do deputado, "exige-se condenação sem ambiguidades, investigação sem complacências, justiça sem preconceitos ideológicos".

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Também o deputado do PSD António Rodrigues considerou que o que aconteceu foi de tal gravidade que não foi apenas "um ato criminoso, foi um ato terrorista", desafiando a esquerda a, além de condenar o ataque, aceitar esta classificação.

O deputado do PS Pedro Delgado Alves reiterou que os socialistas condenam qualquer tipo de violência contra manifestações pacíficas e considerou que o reaparecimento de violência política "que esteve ausente da democracia portuguesa é uma má notícia".

Depois de Paulo Núncio ter recuado aos tempos das FP-25 e acusado o PS e BE de terem elementos desta organização em listas autárquicas, Pedro Delgado Alves pediu ao líder parlamentar do PS que "não abra feridas que já fecharam".

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O socialista pediu ainda ao deputado do Chega para que não instrumentalizasse o tema, salientando que todas as forças políticas do hemiciclo condenaram o incidente.

Na mesma linha, o líder parlamentar interino do Livre, Paulo Muacho, acusou o Chega de tentar "forçar uma discordância que não existe" entre partidos sobre o tema.

Também a líder parlamentar do PCP, Paula Santos, sublinhou que o partido já entregou um voto de condenação sobre o tema, mas questionou se a direita pretende "combater ou alimentar" a violência e o ódio.

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Também os deputado único do BE Fabian Figueiredo e do PAN Inês Sousa Real repetiram que todos os dirigentes partidários condenaram o ataque, pedindo que não se "fomente o ódio e a divisão".

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