PSD quer saber por que razão economia não está a crescer mais

Partido irá também abordar a evolução do mercado de trabalho e das relações laborais.

07 de março de 2018 às 16:41
Fernando Negrão Foto: Miguel Baltazar
Fernando Negrão na estreia como líder parlamentar do PSD Foto: ARTV
Fernando Negrão Foto: Miguel Baltazar

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O PSD quer debater na quinta-feira no parlamento as razões pelas quais a economia não está a crescer mais em Portugal, numa discussão em que irá também abordar a evolução do mercado de trabalho e das relações laborais.

Na quinta-feira, a ordem do dia parlamentar foi fixada pelo PSD que escolheu para tema do seu agendamento "Economia e emprego".

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Questionado pela Lusa sobre as razões para esta escolha, em áreas em que os números têm sido positivos para o Governo, o líder parlamentar do PSD, Fernando Negrão, salientou que números positivos na economia e no emprego "não são apenas bons para o Governo, são bons para o país".

"Mas há aqui um problema para resolver: porque é que não estamos a crescer mais do que 2,7% quando a Europa está a crescer quase toda ela substancialmente acima dos 3%", questionou, acrescentando que é essa "a pergunta que fica".

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Para Fernando Negrão, "estão reunidas todas as condições para Portugal crescer bem mais do que aquilo que tem crescido", apontando os juros em mínimos históricos, o baixo preço do petróleo ou o crescimento exponencial das exportações.

"O crescimento deve-se quase exclusivamente a quem? Aos empresários e aos trabalhadores, o Governo não tem feito uma reforma, não tem tido uma iniciativa no sentido do crescimento da economia", acusou o líder parlamentar social-democrata.

Por outro lado, os sociais-democratas querem ainda abordar neste debate "a evolução do mercado de trabalho e das relações laborais".

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"O tempo hoje urge (...) e por isso as relações laborais estão a mudar e a mudar profundamente. Nós, em nome das gerações mais novas, temos de olhar para o futuro e para a regulação dessas relações de maneira a que quem trabalha não perca os seus direitos, mas que se adeque às novas linhas que o mercado traz no seu funcionamento", defendeu.

Na quinta-feira, o PSD fará acompanhar o seu agendamento potestativo de três projetos de resolução, ainda não disponíveis, nas áreas da economia, emprego e ensino.

Este será o primeiro agendamento potestativo -- direito de um partido fixar a ordem do dia no parlamento - da nova direção da bancada social-democrata liderada por Fernando Negrão e sob a presidência de Rui Rio.

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Na passada quinta-feira, durante uma visita à Bolsa de Turismo de Lisboa, o presidente do PSD considerou que "a economia não está a correr tão bem assim" e "já está a definhar", mas defendeu que "há oposição para lá da economia" porque há outras áreas em Portugal com problemas.

"É verdade que é sempre mais fácil fazer oposição quando a economia corre mal do que quando a economia não corre mal, mas em primeiro lugar a economia não está a correr tão bem assim e há oposição para lá da economia, há vida para lá da economia, há país para lá da economia", respondeu aos jornalistas Rui Rio, nessa ocasião.

Na semana passada, o Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou que a economia portuguesa cresceu 2,7% em 2017 e aproxima-se do valor que tinha em 2010, tendo ainda revisto em baixa a taxa de desemprego de dezembro para os 8,0%.

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No debate de quinta-feira, caberá ao PSD fazer a abertura e o encerramento de uma discussão com tempos totais previstos de cerca de duas horas. De acordo com o regimento da Assembleia da República, a presença do Governo não é obrigatória nos debates potestativos, ao contrário do que acontece, por exemplo, com as interpelações ao executivo.

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