PSD realiza jornadas parlamentares em Caminha logo depois das eleições presidenciais

Programa ainda não foi divulgado mas as jornadas contarão com a presença do presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro.

23 de janeiro de 2026 às 12:09
Luís Montenegro Foto: António Pedro Santos/Lusa
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O grupo parlamentar do PSD vai realizar jornadas parlamentares a 09 e 10 de fevereiro em Caminha, logo a seguir à segunda volta das eleições presidenciais que ditará quem é o próximo chefe do Estado.

A data das jornadas parlamentares do PSD foi indicada na última conferência de líderes e fonte da bancada social-democrata disse à Lusa que se realizarão em Caminha, no distrito de Viana do Castelo.

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O programa ainda não foi divulgado, mas as jornadas contarão, como habitualmente, com a presença do presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro.

As últimas jornadas parlamentares do PSD, que foram organizadas em conjunto com a bancada do CDS-PP, realizaram-se em Évora em julho e tiveram como convidado principal Luís Marques Mendes, precisamente o candidato apoiado pelos dois partidos na primeira volta das presidenciais, que ficou em quinto lugar, com 11,3% dos votos.

Nas eleições presidenciais de domingo, António José Seguro, ex-secretário-geral do PS, foi o mais votado (31,1% dos votos), seguido de André Ventura (23,5%), presidente do Chega, com o qual irá disputar uma segunda volta, em 08 de fevereiro.

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No domingo, Luís Montenegro anunciou que o PSD não emitirá nenhuma indicação de voto na segunda volta das eleições presidenciais, considerando que nenhum desses dois candidatos representa o espaço do seu partido.

Na mesma ocasião, recordou as vitórias do PSD em eleições legislativas, regionais e autárquicas, defendendo que o partido irá concentrar-se nas tarefas para as quais foi escolhido pelos portugueses.

"O PSD estará a governar Portugal, estará a governar as regiões autónomas, estará a governar a maioria das câmaras municipais, no decurso de uma escolha legítima, livre, democrática dos portugueses", disse.

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Em terceiro lugar das presidenciais, ficou João Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16%, à frente de Gouveia e Melo, com 12%, e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS, com 11%.

À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) teve, 1,6% e Jorge Pinto (Livre) 0,6%, que ficou abaixo do cantor Manuel João Vieira que conseguiu 1%. O sindicalista André Pestana recolheu 0,2% e Humberto Correia 0,08%.

Estas serão as segundas jornadas parlamentares do PSD desde o arranque da XVII legislatura. Nas legislativas antecipadas de 18 de maio do ano passado, a coligação AD (PSD/CDS-PP) venceu sem maioria absoluta, elegendo 91 deputados em 230 (mais 11 do que tinha no decurso das legislativas de 2024), dos quais 89 são do PSD e dois do CDS-PP.

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O Chega é a segunda maior força parlamentar, com 60 deputados, seguindo-se o PS, com 58, a IL, com nove, o Livre, com seis, o PCP, com três, e BE, PAN e JPP, com um cada.

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