PSD também subscreve candidatura de Luísa Neto a provedora de Justiça
Fonte oficial do Grupo Parlamentar do PS anunciou esta quinta-feira que o partido vai voltar a propor Luísa Neto como candidata a provedora de Justiça, com apoio do PSD.
O líder parlamentar do PSD afirmou esta quinta-feira que fez questão de subscrever a candidatura de Luísa Neto a provedora de Justiça, em conjunto com o PS, assegurando o compromisso da sua bancada em elegê-la numa segunda tentativa.
"Eu, sinceramente, não vejo razão nenhuma para a dra. Luísa Neto não ser aprovada neste Parlamento. A dra. Luísa Neto tem as competências profissionais, jurídicas, éticas e humanas para o exercício daquela função, e eu quero garantir aqui o compromisso do Grupo Parlamentar do PSD em votar na candidata. Quero mesmo dizer, é uma candidata apresentada pelo PS e pelo PSD", assegurou.
Hugo Soares falava aos jornalistas após a reunião da bancada do PSD, no parlamento.
Fonte oficial do Grupo Parlamentar do PS anunciou esta quinta-feira que o partido vai voltar a propor Luísa Neto como candidata a provedora de Justiça, com apoio do PSD, depois de esta ter falhado uma primeira eleição.
Os dois partidos querem que a votação decorra a 3 de julho, acrescentou a mesma fonte, esperando que o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, dê a anuência a essa data.
De acordo com os socialistas, o nome de Luísa Neto, atual presidente do Conselho Diretivo do Instituto Nacional de Administração (INA), voltou a reunir o acordo do PSD, tal como tinha sido prometido pelo líder parlamentar dos sociais-democratas, Hugo Soares, após a votação falhada no Parlamento no dia 12 de junho.
Nessa votação, a atual presidente do Conselho Diretivo do INA obteve 131 votos favoráveis, 58 brancos e 18 nulos, num total de 207 deputados que votaram.
Para ser eleita, se votassem os 230 deputados em efetividade de funções, Luísa Neto precisava de chegar à fasquia dos 154 votos a favor. Mas como o universo de votantes foi mais pequeno, de 207 deputados, a maioria de dois terços seria atingida com 138 votos, ou seja, mais sete do que os obtidos pela presidente do INA.
Em 12 de abril, numa primeira eleição falhada, o antigo secretário de Estado socialista Tiago Antunes, proposto pelo PS para provedor de Justiça, alcançou um resultado inferior a dois terços, tendo apenas 104 votos favoráveis num total de 230 deputados.
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