“República das bananas faz contratos à medida”, acusa Catarina Martins

BE ataca Governo por causa da rejeição da proposta para taxar renováveis em 250 milhões de euros.

07 de dezembro de 2017 às 01:30
Governo respondeu ontem às críticas dos partidos da esquerda e da direita durante o debate quinzenal no Parlamento Foto: Miguel A.Lopes / Lusa
Catarina Martins Foto: Miguel A. Lopes / Lusa
Catarina Martins Foto: Manuel de Almeida/Lusa
Catarina Martins Foto: Nuno Fox/Lusa

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O Bloco de Esquerda fez esta quarta-feira duras críticas ao primeiro-ministro após o PS ter chumbado a proposta do BE para cortar 250 milhões de euros na conta da luz através de uma diminuição na renda dos produtores de energia renovável. "Uma república das bananas é a que faz contratos à medida dos grandes interesses económicos", acusou a coordenadora do BE, Catarina Martins.

Na votação do Orçamento, o PS aprovou a proposta do BE mas depois voltou atrás e pediu para avocar a norma, que, dias depois, acabou chumbada.

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"A minha opinião é que essa medida não deveria ser aprovada", respondeu o primeiro-ministro antes de negar ter dado ordem ao PS para a rejeitar. As explicações não convenceram o Bloco, que, antes de apresentar a proposta, se desdobrou em reuniões com o Governo para acertar os pormenores. "Não é aceitável que um Estado de Direito não possa alterar contratos para defender quem vive no País, mas os altere em função dos interesses das grandes empresas", atacou Catarina Martins.

A mudança da sede do Infarmed para o Porto também marcou o debate, com Costa a admitir falhas na comunicação. "Fomos mesmo inábeis na forma como apresentámos a saída do Infarmed", disse Costa. "Não devia ter exprimido esta intenção sem antes falar com o Conselho de Administração e ouvir os trabalhadores", reconheceu o primeiro-ministro.

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Também a eleição de Centeno para o Eurogrupo marcou o debate. "Ao contrário de outros que ajoelhavam, estamos na Europa para lutar pelos direitos de Portugal", disse Costa em tom de crítica a PSD e CDS. Assunção Cristas viria a ser novamente criticada por Costa, que a acusou de ter uma postura política que a "desqualifica para qualquer consenso", referindo-se aos "artigozinhos que publica na comunicação, em que recorre ao insulto" e que escreve "na frieza do seu gabinete".

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