REVELAÇÕES DO ALUNO PAULO PORTAS
Uma medalha para o aluno Paulo Sacadura Cabral Portas, número 639, serviu, vinte cinco anos depois, para os seus colegas de carteira recordarem a sua personalidade, os seus gostos e a motivação para fazer política. Ontem, o colégio São João de Brito reuniu antigos alunos e professores.
António Pires de Lima, actual porta-voz do CDS-PP, recorda que Portas "respirava política desde os dez anos". Entre 1977 e 1979, alguns tempos-livres de Pires de Lima e dos seus colegas eram preenchidos por festas, futebol ou touradas, mas Portas preferia ouvir Sá Carneiro, Santana Lopes ou Helena Roseta. Na altura pertencia à JSD. E, enquanto presidente da primeira associação de estudantes do colégio, promovia debates contra o fim do ensino privado. "Só não trouxe cá (ao colégio) Mário Soares", destacou Pires de Lima.
'Os arrufos de amor' não lhe eram conhecidos, mas o porta-voz do PP confidenciou que aos 16 anos, ambos se enamoraram pela mesma pessoa. "Tinha uma namorada que depois namorou com o Paulo", referiu o ex- -colega de carteira do líder popular.
Intimismos à parte, Portas teve sempre um 'handicap': a Educação Física, precedida dos trabalhos manuais. Há até quem conte que trocava facilmente o "martelo" pela caneta, rabiscando folhas brancas com a sua assinatura. "Ensaiou centenas de vezes o nome no papel", revelou um outro ex-aluno no dia em que Portas - habituado a dar medalhas - passou para o outro lado deste género de eventos.
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