Rio quer que partidos se entendam mais
Defende consensos alargados nas áreas da Educação, Justiça e Segurança Social.
O ex-autarca do Porto Rui Rio, candidato à liderança do PSD, começou por saudar o facto de conseguir fazer uma reunião política num domingo à tarde. Évora foi o palco escolhido para apresentar ontem as ideias para o partido e no discurso aos militantes sublinhou a intenção de criar entendimentos entrevpartidos, começando pelas matérias estruturais, como a Educação, a Justiça ou a Segurança Social.
"Temos tudo a ganhar se os partidos se entenderem, porque eles existem para servir o País e não para estarem a medir taticamente o que melhor lhes convém a cada momento", frisou Rio. O ex-autarca do Porto deixou também a dica para eventuais problemas futuros que António Costa possa ter com PCP e BE. "Mesmo quando um partido tem maioria absoluta deve procurar a colaboração dos outros partidos, porque se hoje tem maioria absoluta, amanhã pode não ter, para que não se estrague o que está a ser feito em questões estruturais."
O candidato às diretas quer tirar o PSD de uma situação de "enorme desgaste" e torná-lo num partido mais "robusto", que possa disputar eleições de "igual para igual com o PS" e, caso chegue ao Governo, dar maior pujança à economia, sem ficar refém das contas públicas. "Temos de cumprir a condição base, mas quem resume a felicidade a esses números não está bom da cabeça.".
Santana ataca mudanças do opositor
O ex-primeiro-ministro Pedro Santana Lopes, também candidato à liderança do PSD, disse em Melgaço que "é extraordinária a quantidade de vezes que Rio muda de posição", numa referência ao facto de o opositor ter voltado atrás na decisão de não realizar debates. "Eu gostava de ver um tema em que tivesse a confiança de que pelo menos durante quinze dias não muda de opinião. Se eu fizesse o mesmo era uma confusão para os militantes."
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