Rui Moreira afirma que Marques Mendes recusa diabolizar a política e cavalgar na onda antissistema
Presidente cessante da Câmara do Porto defende que o candidato presidencial valoriza antes a democracia e o Estado de Direito.
O presidente cessante da Câmara do Porto, Rui Moreira, afirmou, esta quinta-feira, que a candidatura presidencial de Marques Mendes recusa diabolizar a política ou cavalgar a onda antissistema, valorizando antes a democracia e o Estado de Direito.
Esta posição foi defendida por Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto desde 2013, sempre eleito em listas independentes, durante o seu discurso de apresentação enquanto mandatário nacional da candidatura presidencial de Luís Marques Mendes, numa sessão em Lisboa.
"A candidatura de Marques Mendes não cavalga a onda antissistema, antes valoriza a democracia e o Estado de Direito. Não diaboliza a política e os políticos, antes reconhece a dedicação ao bem comum. Não se alimenta do ressentimento social, antes propõe um futuro melhor para os portugueses", declarou, antes de concluir:
"Por isso, identifico-me plenamente com esta candidatura e tudo farei para que tenha a preferência dos portugueses".
Enquanto mandatário nacional de Marques Mendes, Rui Moreira disse acreditar ser capaz de "acrescentar experiência, conhecimento, empenho e convicção à candidatura".
"O meu percurso pessoal e político garante fidelidade aos princípios matriciais desta candidatura. De outra forma não seria seu mandatário nacional. Estou aqui hoje por considerar que a minha reputação pública, os valores que perfilho e as causas que defendo são coerentes com o projeto presidencial de Marques Mendes", justificou.
No seu discurso, Rui Moreira considerou que a candidatura de Marques Mendes "tem uma base ideológica clara e goza do apoio do seu partido de sempre, o PSD", mas "assenta numa base programática inequívoca e concludente".
"E é esta base programática define princípios e objetivos: Estabelece orientações e estratégias, cria expectativas e compromissos", observou.
Neste contexto, o presidente cessante da Câmara do Porto realçou que toda a sua vida foi independente, mas também frisou nunca ter atacado o sistema ou tentado pôr-se fora dele.
"Assim como não repudio os partidos ou me arrogo acima da política partidária. Reconheço o papel fundamental dos partidos na democracia liberal, enquanto representantes da vontade popular e instrumentos de organização do poder político", disse, antes de deixar uma advertência sobre o que representam outros candidatos presidenciais.
"Tenho sempre receio daqueles que, querendo estar na política, se reclamam apolíticos ou antipartidários. Ao invés, Marques Mendes não renega a sua longa carreira como governante, dirigente partidário e comentador político. Sabemos quem é e como pensa, sendo certo que as suas convicções não constituem uma limitação ou um constrangimento. São, sim, um ponto de partida para mobilizar os cidadãos em torno de um projeto presidencial sério e credível", contrapôs.
Na perspetiva do presidente cessante da Câmara do Porto, Marques Mendes "abrange um vasto espetro político-ideológico, embora não seja, convém ressalvar, uma candidatura descafeinada da política ou que aceite mercadejar os seus princípios".
"Percebi que Marques Mendes protagoniza um projeto presidencial de banda larga. A sua candidatura vai ao encontro das diferentes preocupações, interesses e expectativas dos portugueses. A sua candidatura não subtrai nem exclui, considerando todos os cidadãos por igual", acrescentou.
Na sua intervenção, Rui Moreira deixou mais uma farpa sobre o conjunto de mandatários nacionais de candidatos presidenciais, embora sem mencionar o destinatário.
"Não aceitei este desafio para ajustes de contas ou animado por qualquer revanchismo. Pessoalmente, nada me move contra os outros candidatos, que me merecem todo o respeito", declarou, numa mensagem que alguns interpretaram como dirigida ao anterior líder do PSD, Rui Rio.
Em relação ao Marques Mendes, afirmou: "Nem sempre concordei com todas as suas ações e opiniões, ao longo dos muitos anos que já leva de intervenção política, cívica e mediática, mas tive sempre a convicção de que o senhor é um verdadeiro patriota, um defensor da democracia liberal".
"Nunca o vi vacilar ou tergiversar quando se trata de defender a causa pública e os direitos individuais. O senhor é um social-democrata do século XXI -- tem autoridade, competência e prestígio político para ajustar os valores do personalismo à contemporaneidade", concluiu.
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