Rui Rio com maioria absoluta admite dar pelouro à CDU

Rui Rio chegou ontem mais tarde à Câmara do Porto do que é habitual e saiu um pouco mais cedo.

11 de outubro de 2005 às 00:00
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Os últimos dias de campanha foram cheios de incertezas – daí a visita de Marcelo Rebelo de Sousa na sexta-feira – mas os temores acabaram por se revelar sem sustentação, porque a vitória da coligação foi atingida e desta vez até com maioria absoluta.

Ontem, Rui Rio disse que a maioria absoluta na vereação (sete eleitos, contra cinco do PS e um da CDU) lhe permite “deixar de fazer política no sentido táctico, porque houve propostas que não passaram só por razões politicas”.

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Por isso, vai falar com Rui Sá, eleito pela CDU, que o ajudou no mandato que termina agora a desempatar em relação ao PS, já que ambos tinham seis vereadores. E é bem possível que Sá mantenha um pelouro.

A posse deverá acontecer lá para o final do mês e para já discute-se a Assembleia Municipal. O novo presidente será o antigo ministro da Justiça José Pedro Aguiar-Branco, apesar do empate de mandatos a 27 entre a coligação de direita e o conjunto da esquerda: a coligação PSD/CDS tem 18 mandatos e nove presidentes de Juntas, enquanto o PS elegeu 15 e seis presidentes. a CDU quatro e o BE dois.

Mas a CDU já pôs a possibilidade de ter candidato próprio e o comunista Sérgio Ribeiro lembra que “há quatro anos foi o PS que viabilizou a eleição de Álvaro Castelo Branco” para esse lugar.

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A lei eleitoral determina que, após dois empates sucessivos, será eleito o candidato melhor posicionado na lista mais votada para o órgão, que é Aguiar-Branco. Nas deliberações da AM, o presidente tem voto de qualidade para desempatar votações públicas (de braço no ar).

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