Santana candidato e Rui Rio avança esta quarta-feira
Começa hoje a recolha das assinaturas. Candidatura apresentada na próxima semana.
"Sou candidato à liderança do PSD". A declaração de Santana Lopes desta terça-feira na SIC Notícias acaba com dúvidas. O ainda provedor da Santa Casa da Misericórdia começa esta quarta-feira a recolher assinaturas e apresenta-se formalmente na próxima semana. Rui Rio entra esta quarta-feira em palco numa declaração sem direito a perguntas, em Aveiro.
O calendário interno do PSD favorece o ainda provedor da Santa Casa da Misericórdia, que ontem comunicou a decisão de concorrer à liderança do PSD a António Costa e ao Ministro da Segurança Social, Vieira da Silva.
Ontem mesmo, Santana enviou uma carta aos funcionários da Santa Casa a anunciar que "em breve se iniciará um novo ciclo" e que haverá mudanças na administração, sem se comprometer com datas para sair.
As eleições diretas no PSD estão marcadas para 13 de janeiro - uma data que agrada a Santana Lopes, que assim tem mais tempo. Só nove conselheiros preferiam diretas em dezembro.
"Não me candidato para ficar em segundo ou terceiro lugar. Candidato-me para levar o PSD a ganhar as Legislativas de 2019", disse Santana, que só avançou depois de ouvir a opinião dos filhos.
Na contagem de espingardas, Pedro Pinto, líder da distrital de Lisboa, garante ao CM o apoio a Santana Lopes, mas Lisboa não está em peso ao lado do antigo primeiro-ministro, que conta ainda com Manuel Frexes, da distrital de Castelo Branco.
Já os líderes das distritais de Portalegre, Viana do Castelo e Bragança, devem apoiar Rui Rio.
Marcelo não veste a camisola pelo PSD
O Presidente da República afirmou ontem, a propósito do almoço que teve com Santana Lopes, que não veste "a camisola de nenhum partido nem de nenhum candidato", rejeitando qualquer envolvimento nas escolhas do PSD.
Marcelo Rebelo de Sousa admite que o critiquem por esse encontro com o atual provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, porque "o País é livre, as democracias são assim, há liberdade de comentário".
Contudo, remata: "Não tenho, nem tenho de ter, simpatias ou antipatias."
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