Sarmento insiste que Governo fez "muito mais" pela habitação do que executivos anteriores

Ministro das Finanças criticou algumas das propostas referidas pelo Livre como soluções para resolver a crise habitacional.

06 de novembro de 2026 às 18:13
Ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento Foto: JOSE SENA GOULAO / EPA
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O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, insistiu esta sexta-feira no parlamento que o Governo já fez quase tudo na resposta à crise na habitação, afirmando que fez "muito mais" do que executivos anteriores.

"O Governo tomou um conjunto muito significativo de medidas na habitação, muito mais do que aquilo que tinha sido feito em governos anteriores, seja na habitação pública, seja na construção a preços moderados, seja no mercado de arrendamento", disse Joaquim Miranda Sarmento, numa referência aos governos do PS liderados por António Costa, durante uma audição de discussão na especialidade da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

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Sarmento respondia a perguntas do Livre, partido com quem o ministro da Habitação, Miguel Pinto Luz, admitiu, na segunda-feira, discutir propostas sobre este setor.

Na audição desta sexta-feira, na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP), o ministro das Finanças criticou algumas das propostas referidas pela deputada do Livre Patrícia Gonçalves como soluções para resolver a crise habitacional.

No início da sessão, o ministro reiterou o que afirmou numa entrevista recente ao jornal Expresso em relação ao trabalho do Governo do PSD e CDS-PP nesta área, dizendo que aquilo “que podia ser feito foi quase tudo feito”.

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“O OE2027 representa o que foi, nas diferentes áreas de governação, os dois anos e meio de governação da AD”, vincou, enumerando medidas como a redução do IVA da construção e as rendas moderadas.

Para o governante, o executivo já fez muito, mas os resultados demoram tempo a surtir efeito, argumentando que o mercado tem “problemas estruturais formados nos dez anos anteriores” à governação da Aliança Democrática (AD).

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