"Se fosse primeiro-ministro começá-lo-ia a fazer": Ventura defende descida progressiva da idade da reforma
Presidente do Chega esteve no Grande Jornal da CMTV, esta segunda-feira.
O presidente do Chega, André Ventura, voltou a defender a descida da idade da reforma e tetos às reformas milionárias em entrevista à CMTV, esta segunda-feira. "O sistema que não podemos continuar a ter é as pessoas terem de trabalhar até morrer, ganharem cada vez menos e pagarem cada vez mais impostos", afirmou. "Podemos começar a fazer esse caminho. Eu se fosse primeiro-ministro começá-lo-ia a fazer".
Sobre os tetos das reformas, medida existente em alguns países europeus como a vizinha Espanha, Ventura indica que o limite máximo seria de 4500 euros líquidos.
Relativamente às proposta sobre a amamentação que constam na lei laboral, o líder partidário defende que a medida cria mais dificuldades às mães de conciliarem a "a vida pessoal com a vida laboral".
Para Ventura, se o Governo propõe a flexibilidade de gestão de horários, também deveria valorizar monetariamente o trabalho feito em horas extraordinárias, algo que não acontece. "Eu acho que ainda há espaço para algumas mudanças nesta matéria", diz.
André Ventura anunciou que o Chega enviou ao Governo, esta segunda-feira, as condições fundamentais para a aprovação da nova Prestação Social Única. O presidente do partido assumiu que uma das medidas é "inaceitável": quem não nasceu em Portugal poder receber subsídios sociais.
"Fizemos um documento que enviámos ao Governo com propostas simples, concretas, claras. Se o Governo se comprometer com isso, avançamos, se não se comprometer, da nossa parte não avançamos".
A uma última pergunta sobre se existia algum acordo secreto para revisão constitucional, André Ventura respondeu "não".
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