Sebastião Bugalho diz que em breve estará pronta equipa portuguesa de ajuda humanitária para a Venezuela

Bugalho admitiu que a comunidade portuguesa na Venezuela será uma das mais afetadas por estes sismos, deixando um compromisso em nome do PSD e do Governo.

29 de junho de 2026 às 13:35
Sebastião Bugalho Foto: Direitos Reservados
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O eurodeputado e porta-voz do PSD Sebastião Bugalho afirmou esta segunda-feira que "muito em breve", dentro de dias, estará pronta "uma equipa de resposta e ajuda humanitária portuguesa" para ajudar as pessoas afetadas pelos sismos na Venezuela.

No âmbito de uma conferência de imprensa sobre os dados relevados na semana passada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), Sebastião Bugalho foi questionado sobre a ajuda do Estado português aos emigrantes e lusodescendentes na Venezuela.

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Depois de manifestar pesar "e profunda solidariedade com o povo venezuelano que luta por condições de vida e por condições democráticas de vida há mais de uma década", o eurodeputado recordou que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, tem estado em contacto com as autoridades em funções na Venezuela.

"Quero também dizer-vos que o nosso secretário de Estado das Comunidades não só já mobilizou, por via dos esforços conjuntos deste Governo, forças de resposta imediata que já estão hoje no terreno na Venezuela, como também, dentro de muito em breve, cerca de dias, estará pronta também uma equipa de resposta e ajuda humanitária portuguesa no terreno, junto dos venezuelanos, junto de quem mais precisa", afirmou.

Bugalho admitiu que a comunidade portuguesa na Venezuela será uma das mais afetadas por estes sismos, deixando um compromisso em nome do PSD e do Governo.

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"Obviamente que o Governo de Portugal não deixará nenhum português nem nenhum luso venezuelano sozinho na Venezuela", afirmou.

Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.450 mortos e 3.150 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.

Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.

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O número de cidadãos portugueses desaparecidos ou incontactáveis cifra-se em 89, 52 homens e 37 mulheres, segundo o último balanço do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Para já, vítimas mortais portuguesas ou lusodescendentes são 53, entre as quais oito crianças.

Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

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A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, uma zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

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