Secretário-geral adjunto do MAI demite-se após ministro ignorar denúncias na gestão do SIRESP
António Pombeiro, que sai do MAI já na próxima sexta-feira, aponta ao general uma série de "graves irregularidades".
O secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna pediu a exoneração de funções na passada sexta-feira após o ministro Luís Neves alegadamente ter ignorado um conjunto de denúncias que visam o General Paulo Viegas Nunes. Recorde que o pedido de renúncia ao cargo aconteceu no mesmo dia em que o Governo voltou a nomear o general para presidente da Siresp SA– já tinha exercido estas funções entre os anos de 2022 e 2024.
António Pombeiro, que sai do MAI já na próxima sexta-feira, aponta ao general uma série de “graves irregularidades”.
No rol de acusações mais graves enviadas ao ministro Luís Neves, António Pombeiro refere que em novembro de 2024 , o general terá permitido que o diretor técnico da Siresp, Carlos Leitão, adjudicasse por ajuste direto um contrato no valor de 12 mil euros à empresa da mulher. Mais ainda, numa altura em que Carlos Leitão se preparava para sair da SIRESP, um dos consultores propostos pela mulher era o próprio, o que significaria que iria continuar a ser pago pela Siresp SA mas desta vez através da empresa da esposa.
António Pombeiro diz no email enviado ao ministro que não se revê “neste tipo de conduta” alertando Luís Neves “para o risco concreto de estes intervenientes regressarem a posições de influência”.
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