Seguro assume legado de Sócrates

Líder socialista diz que "o PS assume por inteiro todas as suas responsabilidades passadas e presentes".

08 de março de 2013 às 15:00
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A moção de estratégia de António José Seguro ao próximo congresso do partido refere que "não é sério" responsabilizar apenas um governo pela crise, sublinhando que "o PS assume por inteiro todas as suas responsabilidades passadas e presentes".

A moção de António José Seguro, intitulada "Portugal tem futuro", retoma o conteúdo do documento de orientação estratégica apresentado pelo secretário-geral do PS na última Comissão Nacional do partido, que ficou conhecido como Documento de Coimbra.

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"Querer assacar a qualquer governo a responsabilidade pela crise não é sério. Justo será reconhecer que todos os governos tiveram a sua responsabilidade na situação do país", lê-se na moção do recandidato à liderança do PS.

Garantindo que "o PS assume por inteiro todas as suas responsabilidades passadas e presentes", a moção de Seguro diz rejeitar "a narrativa simplista e moralista da direita sobre a crise atual, ao ignorar o forte impacto da crise internacional na economia portuguesa e ao criar a ideia de que os portugueses viveram acima das suas possibilidades".

No texto, António José Seguro recorda que "o mundo vive há cinco anos uma sucessão de crises" e que, no final de 2010, "Portugal foi apanhado no turbilhão das dívidas soberanas" e associa a assinatura do memorando com a 'troika' ao chumbo, pelo parlamento, do PEC IV proposto pelo então Governo socialista de José Sócrates.

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