Seguro diz que Campo Maior ensina lição ao país com as Festas do Povo
"Vivemos tempos em que, tantas vezes, se fala do que nos divide. Campo Maior recorda-nos que há sempre muito mais a unir-nos", afirmou o chefe de Estado.
O Presidente da República, António José Seguro, elogiou este sábado as Festas do Povo de Campo Maior e defendeu que esta vila alentejana pode ensinar "uma lição" a Portugal, que precisa de comunidades com entreajuda e cooperação.
"Vivemos tempos em que, tantas vezes, se fala do que nos divide. Campo Maior recorda-nos que há sempre muito mais a unir-nos", afirmou o chefe de Estado, no seu discurso na cerimónia de abertura destas festas.
António José Seguro argumentou que as Festas do Povo de Campo Maior "mostram ao país e ao mundo que, quando uma comunidade se une em torno de um sonho comum, é capaz de alcançar resultados extraordinários".
"O vosso trabalho é invisível durante meses, mas torna-se inesquecível quando as ruas florescem e recebem milhares de visitantes", realçou.
E, segundo o Presidente da República, "Portugal precisa deste espírito" e "de comunidades que acreditam em si próprias, que trabalham juntas e que mostram que a cooperação e a entreajuda é sempre mais forte que os egoísmos e os divisionismos".
"Campo Maior demonstra que a identidade de um povo é energia suficiente para um resultado tão meticuloso como grandioso", que os visitantes vão poder contemplar até ao fim das festas, no dia 16, disse Seguro, manifestando o desejo de que as flores de papel que enfeitam desde hoje perto de 100 ruas da vila "continuem a abrir caminhos de esperança".
E "que estas ruas continuem a ser lugar de encontro entre gerações", acrescentou, manifestando o desejo de que "Campo Maior continue a ensinar a Portugal a lição mais simples e mais difícil de todas", ou seja, que "quando um povo se une, nada é impossível".
Realizadas por vontade popular, as Festas do Povo de Campo Maior foram reconhecidas, em 2021, como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Estas tradicionais festas são conhecidas por apresentarem muitas ruas desta vila alentejana, sobretudo no centro histórico, 'engalanadas' com milhares de flores de papel, das mais diversas cores e formatos, feitas à mão pela população.
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