Seguro diz que quer "ajudar a encontrar soluções" e não "arranjar problemas" na resposta ao mau tempo

Presidente da República esteve presente na cerimónia de assinatura de um protocolo entre a Estrutura de Missão para a reconstrução da região centro do País e fundações, em Tomar, distrito de Santarém.

07 de abril de 2026 às 18:43
Presidente da República ao lado de Luís Montenegro na cerimónia de assinatura de um protocolo entre a Estrutura de Missão para a reconstrução da região centro do País e fundações Foto: Paulo Novais
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António José Seguro defendeu esta terça-feira que, com a presidência aberta, pretende "ajudar a encontrar soluções" e não "arranjar problemas" na resposta ao mau tempo, considerando que este não é o momento de se fazer "nenhuma avaliação".

"Todos nós, o senhor primeiro-ministro também, todos os membros do Governo, os autarcas, sobretudo os autarcas de freguesia e de município, sentem muito, no dia-a-dia e no contacto com as pessoas, muitas das vezes, desilusão, desalento e, por isso, a nossa ação, mais do que as nossas palavras, são cruciais neste momento da vida nacional", afirmou o Presidente da República na sua intervenção cerimónia de assinatura de um protocolo entre a Estrutura de Missão para a reconstrução da região centro do país e fundações, em Tomar, distrito de Santarém.

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Discursando depois do primeiro-ministro, Luís Montenegro, Seguro explicou que o foco da sua primeira presidência aberta, na região Centro, é "ajudar a minorar as dificuldades das pessoas e centrada nas soluções dos seus problemas".

"Bem sei que o poder executivo pertence ao Governo, que o senhor primeiro-ministro dirige, e, portanto, o meu contributo na presidência aberta é de ajudar a encontrar soluções, não é de arranjar problemas. Arranjar problemas já o país está cheio", assegurou.

Para o Presidente da República, que tem insistido por diversas vezes na necessidade dos apoios serem céleres, é preciso concentrar "todos os esforços" para que "a vida das pessoas que foi afetada duramente, quer as vidas privadas, quer as vidas empresariais, possam rapidamente ser restauradas, ser recuperadas e as pessoas possam voltar a fazer a sua vida normal".

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"É esse o sentido e o dever que eu considero que deve ter o Presidente da República. É esse o sentido e o dever que eu continuarei a fazer daqui até sexta-feira nesta presidência aberta", prometeu.

Seguro considerou que este não é o momento de se fazer "nenhuma avaliação".

"Este é o momento de deixar a palavra, como Presidente da República, de reforço de todas as nossas energias e capacidades para que os apoios cheguem às famílias que precisam, às empresas que necessitam, para que elas voltem a recuperar toda a sua capacidade produtiva e para que esta região Centro, que é tão flagelada, quer no inverno, quer no verão, possa, de facto, perceber que o Estado está ao seu lado no processo de reconstrução e no processo de dinamização", enfatizou.

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No seu discurso, o primeiro-ministro tinha assumido que aos olhos das pessoas atingidas pelo "comboio de tempestades" que "ainda não conseguiram ter o resultado dos apoios que foram disponibilizados", o Estado é o responsável.

"E nós temos conversado os dois [Montenegro e Seguro] muitas vezes neste sentido. Nós não precisamos de nenhum jogo de passa-culpas ou responsabilidades, nem de estar à procura de querer contribuir para nenhum tipo de polémica à volta dessa responsabilização", disse o chefe do executivo.

O objetivo de Montenegro "é resolver os problemas".

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Depois desta cerimónia, Seguro e Montenegro seguiram para a sua reunião semanal e viajaram juntos, no carro do Presidente da República, entre a Central Elétrica de Tomar e a Escola Profissional de Tomar (a sede desta Presidência aberta), um percurso de cerca 450 metros.

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