Seguro feliz com saída de cena de António Vitorino
Resta um obstáculo para conquistar o apoio do partido que liderou: Augusto Santos Silva ainda não decidiu se avança ou não
“Recebi com satisfação a decisão. Vem contribuir para a união do espaço da Democracia e do espaço deste projeto, que é um projeto de progresso, de humanismo e de afirmação de valores humanos”. Foi esta a primeira reação de António José Seguro ao anuncio de António Vitorino de que não vai ser candidato nas próximas presidenciais. Ainda assim, não é certo que venha a ter o apoio do PS, já que Augusto Santos Silva ainda se poderá apresentar.
“Todos os que quiserem vir e que vêm por bem [...] naturalmente que são bem-vindos. O resto são os partidos que têm de fazer as suas decisões”, disse, ironizando quanto ao facto de não ser um nome consensual entre os socialistas: “Não me diga que queria que um Presidente fosse eleito com 100% por unanimidade. Isso em Democracia não existe”.
O PS, saído de eleições internas com um novo líder, não deverá formalizar apoio a nenhum candidato antes de setembro. É para essa altura que está marcada uma Convenção Autárquica e é, para já, essa a prioridade de José Luís Carneiro. “Nos próximos meses, o país político vai estar concentrado nas eleições autárquicas”, sublinhou, no discurso de vitória. Pesará também a composição da nova direção, que saíra da Comissão Nacional do próximo sábado. Antes, já amanhã, o Presidente da República recebe Carneiro, em Belém.
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