Presidente saudado nas ruas de Angra afirma que "para já" são cinco anos em Belém

António José Seguro esteve esta terça-feira presente no início das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas na ilha Terceira, nos Açores.

09 de junho de 2026 às 21:56
António José Seguro foi esta terça-feira saudado nas ruas de Angra do Heroísmo, no dia em que cumpre três meses como Presidente da República Foto: José Sena Goulão/Lusa
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António José Seguro foi esta terça-feira saudado nas ruas de Angra do Heroísmo, no dia em que cumpre três meses como Presidente da República, e sobre um eventual segundo mandato afirmou que "para já" são cinco anos em Belém.

O chefe de Estado fez esta terça-feira à tarde um passeio a pé pelo centro histórico de Angra do Heroísmo, classificado como património mundial da humanidade, depois do hastear da bandeira, na Pátio da Alfândega, que marcou o início das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas na ilha Terceira, nos Açores.

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À mesma hora, enquanto António José Seguro percorria a Rua Direita, o anterior Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que também se deslocou à ilha Terceira para assistir à cerimónia do 10 de Junho, andava pelo centro de Angra, a pouca distância, subindo a Rua da Sé. Os dois não se cruzaram.

A meio do seu percurso, o Presidente da República teve, sim, um encontro, na centenária pastelaria Athanásio, com outra figura do PSD: o antigo presidente do Governo da Região Autónoma dos Açores e antigo presidente da Assembleia da República João Bosco Mota Amaral.

Durante esta caminhada, de cerca de uma hora e meia, António José Seguro cumprimentou quase toda a gente por quem passou, foi saudado com palmas e acenos de algumas varandas e janelas, ouviu agradecimentos pela presença na ilha Terceira por ocasião do Dia de Portugal e recebeu um elogio especial de uma funcionária de uma loja.

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"Muito obrigada por mandar no nosso país, porque você é uma pessoa, entre aspas, como Deus. Homens do povo, com pé descalço, e é isso que nós precisamos no nosso país", disse-lhe a mulher.

O chefe de Estado respondeu-lhe: "Muito obrigado, minha senhora, mas eu sou só um português, simples, como a senhora".

À conversa com um idoso, que lhe disse que esperava viver "até ao resto dos seus dez anos" como Presidente da República, numa alusão a um segundo mandato, António José Seguro retorquiu: "Para já cinco, para já cinco".

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Acompanharam-no neste passeio a pé a presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Fátima Amorim, a representante da República para os Açores, Susana Goulart Costa, e o presidente destas comemorações do 10 de Junho, Miguel Monjardino.

O Presidente da República parou para falar com residentes na ilha Terceira, emigrantes e turistas, a quem manifestou o desejo de que visitem Portugal mais vezes e explicou que era véspera de feriado nacional. "Vocês têm o 4 de Julho, nós temos o 10 de Junho", disse, em inglês, para um grupo de norte-americanos.

Na papelaria Loja do Adriano, António José Seguro recordou que também o seu pai "tinha uma papelaria", onde trabalhou "várias vezes, nas férias", e comprou o livro "A Grande Rutura -- Cadernos de geopolítica", de Miguel Monjardino, que pediu para o professor universitário assinar: "Preciso de um autógrafo aqui, porque eu ainda não tinha comprado este livro, porque não fui ao lançamento".

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