Sobe pressão contra novo chefe dos espiões
Currículo será visto à lupa. Há críticas no PS sobre a escolha de António Costa.
A pressão aumenta sobre a escolha pelo primeiro-ministro do embaixador José Júlio Pereira Gomes como secretário-geral indigitado dos Serviços de Informações da República Portuguesa (SIRP). O nome está a criar incómodo no PS e ainda não há data para a audição do diplomata no Parlamento.
O presidente da comissão de Assuntos Constitucionais, Bacelar de Vasconcelos (PS), pediu documentação ao Ministério dos Negócios Estrangeiros sobre o currículo do futuro chefe dos espiões.
As dúvidas sobre a atuação de Pereira Gomes em Timor-Leste, em 1999, na retirada da equipa portuguesa já levaram João Soares, deputado e ex-membro do conselho de fiscalização das Secretas a aconselhá-lo a renunciar à indigitação. "Não tem condições", escreveu nas redes sociais.
Bacelar de Vasconcelos tenta fintar a polémica e diz ao CM que aguarda documentação do ministério para marcar a audição – obrigatória por lei. É "improvável [que aconteça] antes do Santo António", dia 13.
O CM questionou o gabinete do primeiro-ministro sobre se mantém a confiança no embaixador, mas não teve resposta. Já o ministro dos Negócios Estrangeiros elogiou Pereira Gomes.
PORMENORES
Ana Gomes conta tudo
A eurodeputada do PS Ana Gomes está disposta a ir ao Parlamento contar porque razão o embaixador Pereira Gomes não deve liderar as Secretas.
Pressão do Bloco
A coordenadora do BE, Catarina Martins, exige ao Governo que reconsidere a nomeação de Pereira Gomes nas Secretas.
"Entendam-se", pede CDS
O deputado do CDS Telmo Correia aconselha o Governo e o PS a entenderem-se sobre a escolha de Pereira Gomes. Já João Rebelo, também do CDS, diz que é preciso ouvir o embaixador.
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