Socialista Pedro Cegonho substitui Inês Drummond na Câmara de Lisboa

Vereadora renuncia ao mandato na sequência da acusação do Ministério Público no caso Tutti Frutti.

05 de fevereiro de 2025 às 12:57
Pedro Cegonho Foto: João Cortesão/Sábado
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O socialista Pedro Cegonho é o substituto de Inês Drummond como vereador do PS na Câmara de Lisboa, após esta ter anunciado esta quarta-feira a renúncia ao mandato, na sequência da acusação do Ministério Público no âmbito do processo "Tutti Frutti".

A vereação do PS na Câmara Municipal de Lisboa (CML) disse à Lusa que, "conforme estabelecido na lei, efetuado o pedido de renúncia da vereadora Inês Drummond, assume funções o eleito seguinte na lista, no caso, o vereador Pedro Cegonho".

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O socialista Pedro Cegonho já entrou em efetividade de funções, indicou a vereação do PS, referindo que, no entanto, não conseguiu marcar presença na manhã desta quarta-feira na reunião privada do executivo municipal, para a qual também não lhe foi dirigida a convocatória, "atendendo à exiguidade de calendário".

"Como tal, fez-se substituir nesta reunião pela sra. vereadora Celeste Correia", indicou o PS, referindo-se à indisponibilidade de Pedro Cegonho para participar nesta sessão, após a renúncia da vereadora Inês Drummond, que foi anunciada esta manhã.

O Ministério Público (MP) deduziu acusação contra 60 arguidos no âmbito do processo "Tutti-Frutti" por crimes de corrupção, prevaricação, branqueamento e tráfico de influência, de acordo com a acusação conhecida na terça-feira.

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Entre os 60 arguidos estão dois vereadores na capital, nomeadamente Inês Drummond (PS) e Ângelo Pereira (PSD).

De acordo com o MP, a socialista Inês Drummond, enquanto antiga presidente da Junta de Freguesia de Benfica, está acusada de quatro crimes de prevaricação, por adjudicações à empresa Ambigold.

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O social-democrata Ângelo Pereira, segundo o MP, está acusado de um crime de recebimento indevido de vantagem, por uma viagem paga à China quando era vereador na Câmara Municipal de Oeiras.

Na sequência desta acusação do MP, Ângelo Pereira pediu na terça-feira a suspensão de funções enquanto vereador com pelouros na CML, pedido "aceite de imediato" pelo presidente da autarquia, Carlos Moedas (PSD).

A este propósito, a vereação do PS na capital disse que, na reunião privada desta manhã, o vice-presidente da CML, Filipe Anacoreta Correia (CDS-PP), indicou que Ângelo Pereira ainda não entregou o pedido de suspensão.

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"O que se comprova é que Carlos Moedas mentiu ontem [na terça-feira] ao país, ao convocar os jornalistas para anunciar como facto algo que não se efetivou. O 'corajoso' Ângelo Pereira terá intenção de suspender o mandato, mas ainda não o fez", criticam os socialistas.

Em resposta à agência Lusa, o gabinete de Carlos Moedas esclareceu que o vereador Ângelo Pereira confirmou e assumiu na terça-feira ao presidente da CML e através de um comunicado o seu pedido de suspensão, "pedido este que será, naturalmente, efetivado nas próximas horas", tratando-se de "uma questão processual".

"Caso diferente, aparentemente, em termos jurídicos, é a renúncia da vereadora Inês Drummond. O PS deveria sim ter indicado automaticamente o vereador substituto (o que não aconteceu). Estando a decorrer uma reunião da CML, existem dúvidas sobre a 'legalidade' na representação do PS (com uma substituta no lugar da Inês Drummond já depois do pedido de renúncia oficial da vereadora)", expôs o gabinete de Carlos Moedas.

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Questionado sobre quem irá substituir Ângelo Pereira, o gabinete do presidente da CML remeteu essa informação para um momento posterior.

Atualmente, o executivo da Câmara de Lisboa, que é composto por 17 membros, integra sete eleitos da coligação "Novos Tempos" (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança) -- que são os únicos com pelouros atribuídos e que governam sem maioria absoluta --, três do PS, dois do PCP, três do Cidadãos Por Lisboa (eleitos pela coligação PS/Livre), um do Livre e um do BE.

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