"Um Presidente da República cessante deve saber cessar": Marcelo recusa comentar política nos últimos dias de mandato
Marcelo Rebelo de Sousa está em Bruxelas pela última vez enquanto chefe de Estado.
O ainda Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recusou-se a comentar a realidade política portuguesa atual, quando questionado pelos jornalistas durante a sua última visita a Bruxelas enquanto chefe de Estado, esta sexta-feira, e garante que o silêncio "é para durar".
"Nesta ponta final de mandato, até por uma questão de cortesia com Seguro, [decidi] não comentar nada da vida política portuguesa", afirmou. Marcelo Rebelo de Sousa garantiu também que, após deixar o cargo, vai manter o "silêncio de intervenção política" por acreditar que "não haverá razão para falar", ressalvando que esteve na cena política desde 1965 (incluindo aqui o período em que foi comentador).
"Um Presidente da República cessante deve saber cessar", disse. "Deve sair do palco, não permanecer", acrescentou Marcelo, recusando responder a várias das questões colocadas pelos jornalistas sobre diferentes temáticas.
Sobre o que fará após a tomada de posse do novo Presidente eleito - António José Seguro - , Marcelo disse "estar a marcar uma série de atividades culturais", esperando garantir bilhete para um espetáculo já no dia 10 de março.
"O que ele fizer é uma decisão dele e será bem feita": foi a resposta curta de Marcelo, sobre se gostaria que Seguro continuasse a tradição de passar o dia 10 de junho junto das comunidades portuguesas, sendo este o único aspeto em que o Presidente cessante mencionou o sucessor.
Na última visita a Bruxelas, Marcelo disse ter abordado a relação entre Portugal e a Europa e os efeitos do 'comboio de tempestades' que recentemente assolou o País.
Marcelo Rebelo de Sousa foi Presidente da República por dois mandatos consecutivos, num total de 8 anos.
António José Seguro toma posse a 9 de março.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt