Única eleição com segunda volta foi em 1986 entre Freitas e Soares

António José Seguro e André Ventura são os dois candidatos que se apresentam às eleições do próximo domingo.

05 de fevereiro de 2026 às 08:00
Mário Soares Foto: Armando França/AP
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As únicas presidenciais da democracia portuguesa que obrigaram a uma segunda volta foram há quase 40 anos, entre Freitas do Amaral e Mário Soares, eleições que dividiram o país entre esquerda e direita.

Nas eleições de 26 de janeiro de 1986, Diogo Freitas do Amaral, um dos fundadores do CDS, obteve 46,31% dos votos, Mário Soares, líder histórico do PS, 25,43%, Francisco Salgado Zenha, outro histórico socialista, 20,88% e Maria de Lurdes Pintasilgo, independente de esquerda, 7,38%.

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Com este resultado, nenhum dos candidatos conseguiu mais de metade dos votos validamente expressos, o que obrigou a um segundo sufrágio, em 16 de fevereiro de 1986, que Mário Soares venceu com 51,18% dos votos, contra 48,82% de Freitas do Amaral.

Da primeira para a segunda volta, que se realizou no dia 16 de fevereiro, votaram mais 194.949 eleitores, segundo os mapas oficiais publicados.

No primeiro sufrágio, realizado em 26 de janeiro, a abstenção foi de 24,6%, votando 5,7 milhões de eleitores. Na segunda volta, em 16 de fevereiro, a abstenção desceu para 21,6%, com um total de 5,9 milhões a irem às urnas, mais 194.949 cidadãos.

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Passados quase 40 anos, os eleitores são chamados, pela segunda vez, a escolher o Chefe do Estado numa segunda volta.

Às eleições de 18 de janeiro apresentaram-se 11 candidatos, mas nenhum deles conseguiu mais do que metade dos votos, pelo que foi preciso repetir a votação com os dois mais votados.

António José Seguro e André Ventura são os dois candidatos que se apresentam às eleições do próximo domingo.

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