VEDETAS POUCO PRODUTIVAS

Ser famoso e conhecer ‘à priori’ os meandos da política não é meio caminho andado para o sucesso na Assembleia da República. Que o digam Vicente Jorge Silva e Maria Elisa Domingues, duas ex-vedetas da comunicação social portuguesa que passaram para “o outro lado da barricada” nas últimas eleições legislativas. Oito meses de actividade parlamentar ainda não foram suficientes para mostrar ao eleitorado que o seu voto não foi em vão.

25 de dezembro de 2002 às 22:00
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Há quem aposte que a utilização de um nome conhecido da televisão ou dos jormais é quase tão eficaz a atrair votos como pôr a Marisa Cruz a vender refrigerantes. Por isso, os partidos apresentam os seus nomes com toda a pompa e circunstância e durante as campanhas eleitorais estão sempre no centro das atenções. O pior vem depois. Conseguidos os votos, os partidos rapidamente preferem dar destaque aos deputados politicamente mais hábeis. Engolidas pela máquina partidária, as ex-vedetas dificilmente conseguem brilhar neste novo mundo.

É caso então para perguntar como corre a vida parlamentar de Vicente Jorge Silva, ex-director do jornal “Público” e Maria Elisa Domingues, ex-directora de programas da RTP. A avaliar pelas intervenções em plenário, não se pode dizer que tenham sido oito meses muito produtivos nos grupos parlamentares do PS e PSD, respectivamente.

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Desde o dia 5 de Abril deste ano, a primeira sessão plenária após as eleições legislativas que deram a vitória a Durão Barroso, Vicente Jorge Silva só fez duas intervenções no plenário do Parlamento. A primeira no debate do Programa de Governo e a segunda, mais recentemente, a propósito do papel da comunicação social no caso da Casa Pia.

A deputada social-democrata foi a porta-voz do partido nos votos de pesar pela morte dos jornalistas Fernando Pessa e António Paulouro, e do actor Armando Cortez. Fez uma intervenção na interpelação ao Governo sobre a situação da RTP e, também recentemente, usou da palavra para criticar a actuação dos seus ex-colegas na cobertura jornalística dos casos de pedofilia.

Em declarações ao Correio da Manhã, Vicente Jorge Silva reconheceu que o seu trabalho como deputado tem ficado aquém das expectativas criadas em torno do seu nome. No entanto, prometeu que o novo ano será diferente. Já Maria Elisa, pelo contrário, não se mostrou disponível para fazer um balanço da sua actividade parlamentar. Curiosamente, a deputada disse que estava... com trabalho a mais.

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Nome: Maria Elisa Rogado Contente Domingos

Data de nascimento:

4 de Junho 1950

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Habilitações literárias : 2.º ano da Faculdade

de Medicina de Lisboa, curso de teatro do Conservatório Nacional de Lisboa e curso

de jornalismo em Paris.

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Actividade Profissional: Jornalista; porta-voz

do Governo de Maria

de Lourdes Pintassilgo; relações públicas

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da Fundação Calouste Gulbenkian; directora

da revista “Marie Claire” e directora

de programas da RTP.

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Partido: PSD

Círculo Eleitoral:

Castelo Branco

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