Ventura apela a PSD, CDS e IL que confirmem decreto para permitir perda de nacionalidade

Líder do Chega confirmou que o partido agendou para 03 de julho a reapreciação do decreto que pretendia criar uma pena acessória de perda da nacionalidade no Código Penal.

24 de junho de 2026 às 17:44
André Ventura Foto: Lusa
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O presidente do Chega apelou esta quarta-feira ao PSD, CDS e IL, partidos que aprovaram o decreto que alterava o Código Penal para permitir a perda de nacionalidade, para o confirmarem, considerando que o Parlamento tem "uma oportunidade histórica".

Falando aos jornalistas na Assembleia da República, o líder do Chega confirmou que o partido agendou para 03 de julho a reapreciação do decreto que pretendia criar uma pena acessória de perda da nacionalidade no Código Penal, diploma que foi chumbado por unanimidade pelo Tribunal Constitucional.

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"Eu espero que aqueles que votaram a perda de nacionalidade a quem comete crimes não voltem agora atrás com a sua palavra e possam permitir ao país ter mesmo este processo, conforme, aliás, muitos países da Europa estão a fazer", desafiou.

André Ventura considerou que o Parlamento tem "uma oportunidade histórica, no dia 3 de julho, de fazer a confirmação parlamentar dessa medida".

Apesar de a confirmação do diploma ser uma prioridade para o Chega, PSD e Iniciativa Liberal já se demarcaram dessa via do ponto de vista político.

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O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, já disse que a sua bancada não pretende provocar um conflito institucional por esta questão, enquanto a presidente da IL, Mariana Leitão, assegurou que os deputados liberais não vão contrariar a decisão do Tribunal Constitucional.

"É o correto que quem comete crimes, tendo obtido a nacionalidade portuguesa, a perca", defendeu Ventura.

O líder do Chega defendeu que "quem não cumpre as suas regras deve ser expulso".

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"Aqueles que, vindo para a comunidade, não as aceitam e não aceitam partilhar das regras que os portugueses têm e dos valores que têm em questões fundamentais, não devem permanecer na comunidade", sustentou.

A reapreciação deste decreto vai acontecer no mesmo dia em que o Chega agendou potestativamente a discussão do projeto para descer a idade da reforma.

O diploma que pretendia criar uma pena acessória de perda da nacionalidade no Código Penal, foi aprovado no parlamento em dezembro passado pelo PSD, Chega e Iniciativa Liberal -- uma maioria superior a dois terços.

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Em maio, porém, o Tribunal Constitucional, pela segunda vez em relação a esta matéria, concluiu pela sua inconstitucionalidade por violação dos princípios da igualdade e proporcionalidade.

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