Ventura diz que "houve bloqueios" ao inquérito a Luís neves e recusa interrupção durante discussão do OE

"Nós vamos mesmo avançar com a comissão de inquérito, vamos pedir que ela não se suspenda", disse o líder do Chega.

14 de outubro de 2026 às 13:47
André Ventura Foto: Miguel A. Lopes/Lusa
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O líder do Chega considerou esta quarta-feira que "houve bloqueios" ao inquérito parlamentar aos mandatos de Luís Neves como diretor da Polícia Judiciária e defendeu que este deve funcionar durante a discussão do Orçamento do Estado.

"Nós vamos mesmo avançar com a comissão de inquérito, vamos pedir que ela não se suspenda e que rapidamente possamos chegar ao ritmo dos nossos trabalhos e àquilo que temos que fazer", afirmou.

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André Ventura falava aos jornalistas na Assembleia da República, minutos depois da posse da comissão parlamentar de inquérito (CPI) aos mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária (PJ), de que é presidente, que ditou o arranque oficial dos trabalhos.

"Acho que é importante que o Parlamento compreenda a urgência e a importância desta comissão de inquérito, e tive a oportunidade de transmitir também aos senhores deputados que é isso que transmitirei ao presidente da Assembleia da República, que é essa a nossa vontade de não suspender os trabalhos, evidentemente, tendo em conta aquilo que ele terá para dizer sobre esta matéria", acrescentou.

O presidente da CPI deixou igualmente um "compromisso e garantia" de que, independentemente da sua posição, "esta comissão funcionará no respeito de todos os partidos, dizendo o que entenderem, promovendo as linhas de investigação que entenderem, pedindo os documentos que entenderem, chamando quem quiser chamar, fazendo as diligências que querem fazer".

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"Daremos espaço a todos dentro, evidentemente, do objeto da comissão", indicou.

"Essa função até é garantida por uma coisa que eu acho sagrada, é esta comissão não ter bloqueios, não ter condicionamentos e podermos chegar à verdade independentemente dos interesses instalados", acrescentou.

André Ventura aproveitou esta declaração aos jornalistas para responder ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, que disse não ter havido bloqueios a esta CPI.

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"Não me cabia ali dentro responder diretamente ao presidente da Assembleia da República, mas sim houve bloqueios, sim houve tentativas de condicionamento, sim houve tentativas de paragem, e isso é tudo o que não deve acontecer numa comissão parlamentar de inquérito", argumentou.

Ventura disse "respeitar muito as instituições" e vai procurar salvaguardá-las enquanto presidir a esta CPI.

"Outra é entender que há muito tempo que Luís Neves devia ter saído do cargo de ministro. Mas a comissão de inquérito continuaria a funcionar mesmo que Luís Neves saia do cargo de ministro", referiu, voltando a insistir na demissão do ministro da Administração Interna.

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Sobre o Livre ter ter anunciado que vai pedir a sua audição na CPI, André Ventura acusou este partido de tentar "mais uma vez bloquear a comissão de inquérito", mas disse estar disponível para depor.

"Eu sou ouvido todos os dias, em todo lado. Acho que se há alguma pessoa que não pode dizer que não é ouvida e que não é questionada todos os dias, sou eu [...]. A minha diferença para Luís Neves é esta, eu nunca fujo à verdade, nunca, e nunca fujo às perguntas", afirmou.

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