Ventura diz que PS não se pode desresponsabilizar de soluções e apela a intervenção de Seguro 

Presidente do Chega diz que o partido "não vai deixar que os causadores da crise da habitação não se responsabilizem por soluções”.

05 de novembro de 2026 às 21:29
Presidente do Chega, André Ventura Foto: André Kosters/Lusa
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O presidente do Chega considerou esta quinta-feira que o PS tem de participar na construção de soluções para a habitação, por ser um dos responsáveis pela crise, e apelou à intervenção do Presidente da República.

"Parece-me francamente inaceitável que um dos grandes responsáveis da crise de habitação em Portugal chegado o momento de ir a resolver, diga que não tem nada a ver com isso e espera que o Chega resolva, entre aspas, o problema", disse André Ventura.

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O líder do Chega falava aos jornalistas no Palacete de São Bento, no final de uma reunião de cerca de 40 minutos com o primeiro-ministro. Momentos antes, o secretário-geral saiu da reunião com Luís Montenegro dizendo que não há acordo sobre lei das rendas e acusou o Governo de intransigência.

“Não sei se o Presidente da República também quererá ter aqui alguma palavra, no sentido em que estas reuniões decorrem uns dias depois de um Conselho de Estado, e penso que a ideia para o país é que os três maiores partidos assumam a sua responsabilidade e deem às pessoas algum conforto em matéria de propriedade e de lei das rendas. E portanto, talvez o Presidente da República, que também é socialista, deva ter aqui alguma intervenção”, afirmou o líder do Chega.

André Ventura garantiu que “o Chega não vai deixar que os causadores da crise da habitação não se responsabilizem por soluções na habitação”.

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“É preciso muita lata e muita falta de vergonha ter estado no Governo enquanto todo o cenário da habitação piorou e agora sair de uma reunião e dizer que não querem ter nada a ver com isto”, criticou.

O líder do Chega disse ter trazido 50 propostas para a reunião com o primeiro-ministro e insistiu em medidas já no Orçamento do Estado para o próximo ano.

No final da reunião, o presidente do Chega indicou que decorrerão outros encontros a nível técnico, mas não estão previstas mais reuniões com o primeiro-ministro.

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