Vereador do Chega em Lisboa ameaçou criança

Caso acabou arquivado porque pai do menor decidiu não apresentar queixa contra Bruno Mascarenhas.

06 de maio de 2026 às 01:30
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O vereador do Chega na Câmara de Lisboa escapou a um processo por ameaças a um menor, porque o pai deste decidiu não avançar com uma queixa. Tudo aconteceu em 2017, quando Bruno Mascarenhas se dirigiu a uma criança com 10 anos e, segundo o auto da PSP, disse: “É por causa de ti que vou partir o focinho ao teu pai.”

O episódio ocorreu a 2 de maio daquele ano, no Externato Rainha Dona Amélia, frequentado pelo filho do vereador do Chega, então dirigente do Sporting. A criança teria entrado num conflito com o outro menor e Bruno Mascarenhas terá interpelado diretamente o colega do filho.

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Num primeiro despacho do processo, consultado pelo Correio da Manhã, a procuradora do Ministério Público considerou estar em causa um crime de ameaça dirigido ao pai do menor, mas que também abrangia este, remetendo os autos à respetiva secção do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.

Entretanto, ainda de acordo com o processo consultado pelo CM, o pai do menor que ouviu a ameaça foi chamado a prestar declarações, declarando ter existido um “acidente entre as duas crianças”, do qual o filho de Bruno Mascarenhas acabou “ferido com mais gravidade, pois caiu e fraturou a clavícula”, acrescentando não pretender avançar com o processo. Perante isto, e como o crime depende de queixa, em novembro de 2017 o DIAP de Lisboa decidiu arquivar o caso.

Insultos à ex-mulher

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Bruno Mascarenhas já foi condenado por injúrias à ex-mulher. Em causa estavam expressões como “prostituta profissional”, “chulazeca ordinária” e “sopeirita" do Funchal. 

Contratações

O vereador do Chega na Câmara de Lisboa contratou como jurista a filha de um dirigente do partido e chamou uma cabeleireira para a assessoria de espaços verdes. A deputada Rita Matias já pediu a sua demissão.

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